O público presente na Audiência Pública realizada na Câmara Municipal de Camaçari, na manhã desta quarta-feira (30/08), que abordou os impactos sociais e econômicos causados aos moradores do entorno das praças de pedágio das Concessionárias Litoral Norte (CLN) e Bahia Norte (CBN), teve participação efetiva e importante na atividade. Além dos convidados da mesa, muitos populares tiveram direito a fala no microfone.
O alemão Marcos Farmcel, que há 15 anos tem uma empresa na Via Las Palmas pontou o que mais te incomodava. “É o acesso difícil. Tem um documento antigo que promete aos molhadores que a CLN vai fazer uma entrada antes das cancelas, para os moradores de Las Palmas, mas infelizmente até hoje nos nunca recebemos a nossa entrada. E para passar para fazer compras, você imagine que temos uma pousada e precisamos sair cinco, seis, sete por dia para fazer compras, pegar hóspedes e complica a situação ter que passar tantas vezes no pedágio e até pessoas desistem de nos visitar por ter que pagar a taxa para passar e se hospedar”, explicou.
Já o presidente da Associação de Moradores de Las Palmas, Jair de Oliveira, destacou que existe até um diálogo entre a comunidade e a CLN, mas a resposta da empresa demora e nunca é favorável aos pleitos dos moradores. “Nós não temos o feedback deles da forma que nós precisamos, com soluções. Sempre são interrompidas para ouvir a diretoria em Minas Gerais, em São Paulo. Fica difícil, só precisamos de mais rapidez nas respostas para esse processo que vem se arrastando desde 2003”, lamentou.
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O fundador do movimento Pedágio Livre, Guaiamum fez uma reflexão sobre a audiência. “Quando comecei a estudar filosofia, o excesso de bondade e a burrice, caminham de mãos dadas. Porque as colocações que vi hoje, de bons samaritanos, que se ‘lenha’ é a sociedade camaçariense. Nós somos estação, mas a CLN, Bahia Norte e outras são tem passando”, pontuou.
Para o morador de Arembepe, Fernando Alvarez, não é correto o fato da CLN ter dois valor de tarifas, uma durante a semana e a outra aos finais de semana. "É um absurdo que eu tenha que pagar o pedágio por 15 quilômetros no sentido sul, mas indo para o sentido norte eu não pago nada. Porque não se coloca outro pedágio ao norte e dividi essa tarifa em dois? Para quem consome mais, pagar mais e quem consome menos, vai pagar menos”, questionou.
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O senhor José Evangelista, da Associação de Moradores da Chácara de Rio em Jauá/Areias, os probemas são vários e antigos. "Enfrentamos várias dificuldades há anos e não se resolve, é problema burocrático, de legislação ou de interesses. Na verdade ninguém sabe. O que se sabe é que a população está sofrendo, inclusive estão infringindo a Constituição, o direito de ir e vir. Existe as vias alternativas, mas estão sem manutenção, cheias de buracos, cheias de mato, falta segurança, ninguém se arrisca passar depois das 17h, principalmente sentido Lauro de Freitas”, salientou.
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O Portal tentou conversar com prepostos da CLN, para saber a posição da empresa em relação aos relatos, reclamações, críticas e sugestões que foram tratados na audiência, mas fomos informados que só por meio da assessoria de comunicação a empresa responderia.





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