O Portal esteve presente na solenidade de transmissão provisória do cargo de chefe do Executivo Municipal, do prefeito Elinaldo Araújo, para o vice-prefeito José Tude, realizada na última sexta-feira (14/07), no auditória da Prefeitura de Camaçari, em função de uma agenda em Portugal. Na oportunidade nossa equipe fez um Papo Aberto, Papo Reto com o secretário de Governo, José Gama, que falou sobre a parceria com países europeus, desenvolvimento econômico, turismo e gestão.
Em relação a viagem do prefeito Elinaldo Araújo a Portugal, com o objetivo de apresentar Camaçari para empresas lusitanas, o secretário destacou que a agenda internacional para o município é importante por diversos fatores. “O Brasil, do ponto de vista da história, somos descendentes de Portugal. Não tem como pensar na história do Brasil, sem falar da monarquia, sem pensar em Cabral, Dom João, D. Pedro II, Princesa Isabel, são histórias de um Brasil Colônia, que resultaram nesse Brasil República de hoje. Então visitar Portugal é você visitar o passado, não só do ponto de vista humano, como documental. Uma viagem muito bonita de palácios, museus, e muito enriquecedora. Então fico feliz que o prefeito possa fazer esse caminho, claro que somando a questão econômica, cultural, de uma busca por empreendimentos e recursos, aprimorando conversas tratadas aqui no ambiente de empresas, que embora estejam aqui com suas filiais, tem suas matrizes por lá. É capitar e conversar através da arte de fazer política e fazer contatos”, explicou.
Para Gama, o prefeito viajou preparado para conquistar investimentos em todas as áreas. “Ele está levando documentos importantes elaborados pela gestão, e todos nós secretários fizemos a nossa parte em auxilia-lo, em levar subsídios capazes de levar Camaçari para os portugueses, para Europa e para o mundo. E a secretária de Turismo, Cristiane Bacelar, foi uma que mais comandou esse processo, considerando que a expectativa do turismo é muito grande, principalmente no que se refere a chegada de empreendimentos voltados para rede hoteleira, de empreendimentos voltados para a costa de Camaçari, e a gente acredita que todo esse trabalho não será em vão”, exaltou.
Questionado sobre o fato de Mata de São João ter um turismo mais forte que Camaçari, o secretário pontuou que cada município tem a sua radiografia, diagnóstico e perfil. “Os dois fenômenos que marcaram nosso litoral foram a Aldeia Hippie em Arembepe, e Garcia d’Ávila em Praia do Forte. Mata de São João, ali é um fato isolado, porque nasce com Garcia d’Ávila, a Casa da Torre, historicamente um dos responsáveis pela questão da colonização e desenvolvimento de colônia brasileira, por capitanias hereditárias grandes, portanto, o poder colonial passou por Praia do Forte. Infelizmente a nossa Aldeia Hippie do ponto de vista da história se esvaziou, em razão do movimento também ter se esvaziado. Mas Camaçari ainda vive, em 2019 trouxemos o último show com os Novos Baianos, pelos seus 50 anos. Mas o contexto da costa de Camaçari chama atenção porque existe nativismo, é muito forte em Vila de Abrantes, considerando os jesuítas, sede do município, Quilombolas de Cordoaria, avança para todo um projeto de Linha Verde, onde surge Guarajuba, Itacimirim, se fortalece todo um processo em Barra do Jacuípe. Então todos os empreendimentos multiplicaram de forma positiva, embora desordenado. Mas eu diria que da década de 90 pra cá, dessa ligação Bahia/Sergipe via litoral, é que dar esse start de crescimento econômico, habitacional, comercial na área dos grandes resorts lá pra cima. Estamos atentos a isso, Camaçari não pode ver a pessoas saírem do aeroporto e irem para Praia do Forte, precisa segurar por cá. Mas a gente precisa fortalecer a nossa rede hoteleira, não só na questão física, mas na nossa feição, porque o turista vai onde é acolhedor, onde é bonito, onde é aprazível”, disse.
Em relação a identidade do turismo de Camaçari, que não conta com um portal atrativo na entrada da cidade, vindo por Vila de Abrantes, Gama ressalta que a burocracia atrapalha alguns projetos da gestão. “Aquela região é consolidada a décadas, do ponto de vista da sua estrutura, e existe ali uma ocupação desordenada, uma disputa de espaço do legal com o ilegal. E a gestão do ponto de vista da realidade imposta pelo tempo, não tem a condição, por conta também das sucessões que se passaram, de dizer ‘agora vai ser desse jeito’. Então estamos buscando o caminho de seguir, respeitando o que já existe, adaptando uma regra, e agora com a discussão do PDDU, vai levar a um debate mais prático dessas ações. Ali temos uma área que foi feita a concessão para a CLN, então tem uma limitação de faixa, de domínio, que a AGERBA, o estado, passaram para o Consórcio, que faz a administração da via e por isso muita coisa ali não pode ser feita. A gestão termina se perdendo nessas questões burocráticas e a população de uma certa forma paga um pouco”.
O secretário ainda fez uma “avaliação pessoal” do governo do prefeito Elinaldo Araújo. “Eu tenho certeza que de 2017, até agora, e em 2024, nesses oito anos de gestão, a nossa travessia foi desafiadora, mas foi também positiva, construtiva e revolucionária. A gente precisa acreditar, conhecer isso, e defender isso, porque não é um olhar pessoal, político, politizado, crítico, um olhar real do que era Camaçari em 2017. O prefeito Elinaldo chegou no desabafo da comunidade. Ninguém votou em Elinaldo em 2016 porque ele era expert em gestão, catedrático, doutorado, mestrado em ciências públicas. Votou porque ele era do povo, porque estava perto das pessoas, votou porque não aguentava mais blá, blá, blá. E com o mandato de vereador ele fez um processo muito de aproximação com as pessoas e ganhou essa confiança. Em 2017 isso para e começa o prefeito administrador. Se você observar bem, a maior revolução de Elinaldo é fazer uma gestão pública voltada para a transformação das pessoas, buscar e aplicar recursos, e ter as contas aprovadas”, finalizou.





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