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Camaçari

Abrantes recebe evento do Governo do Estado em comemoração ao Bicentenário da Bahia

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A Fundação Pedro Calmon, ligada a Secretária de Cultura do Estado, realizou nesta quarta-feira (05/07), na Praça da Matriz, em Vila de Abrantes, um evento denominado “Bahia Memorias de Lutas e Liberdade”. A iniciativa teve como objetivo celebrar os 200 anos de Independência do estado.

Diversas atividades foram ofertadas no distrito, que íntegra o processo histórico de Independência do Brasil na Bahia. “Existem estudos que comprovam que 16 municípios fizeram parte desse processo e Camaçari, junto com o distrito de Abrantes, tem participação nesse momento da história. Então estamos aqui hoje mostrando a importância de Camaçari no processo de libertação contra os tiranos. O Governo do Estado está aqui para dizer que está junto com a comunidade, com todos os movimentos culturais e estudantis, que é parceiro no processo de emancipação, de libertação e de identidade histórico cultural da Bahia”, explicou um representante da assessoria do gabinete da Fundação Pedro Calmon, Ítalo Menezes.

Foi inaugurado na oportunidade um Marco do Bicentenário da Independência do Brasil na Bahia, localizado na Praça da Matriz. O vereador Gilvan Souza (PSDB), que acredita que o evento é uma reparação com o distrito, fez uma ressalva sobre o texto da placa. “A história real, a história viva está aqui dentro de Vila de Abrantes, que tem na sua história presente fisicamente a nossa Igreja da Matriz, que é secular, com estatuas e imagens sacras de mais de 350 anos. Uma Igreja tombada. Temos aí os jesuítas, os quilombolas, nosso povo indígena. Então Abrantes, que foi sentida a falta por José Fernandes, outros historiadores e líderes da comunidade, de estar presente na escrita desse marco, foi feito um acordo de chegar um documento da Secretaria de Cultura do Estado, para fazer essa reparação e inserir o nome de Abrantes. Feliz porque Abrantes entra para a história, como todo o estado”, salientou.

Para o vereador Deni de Isqueiro (União), Camaçari está sendo valorizada. “Vila de Abrantes sempre foi, é e sempre será, o berço da civilização da cidade de Camaçari. Estão quando temos a passagem do fogo simbólico pelo centro da cidade e hoje o Governo do Estado, junto com a Secretaria Municipal de Cultura, promove essa retratação com o município, em especial com Vila de Abrantes, nós ficamos felizes e honrosos em participar desse momento histórico, de resgate, falando das nossas origens, dos nossos ancestrais, dos nossos povos indígenas, que tanto lutaram para a transformação do que é o país hoje. Foi através da Independência da Bahia que conseguimos fazer a Independência do Brasil”, destacou.

O historiador, Diego Copque, marcou presença no evento. O também pesquisador, que há anos trabalha na perspectiva do reconhecimento da participação do município de Camaçari, bem como das localidades que fazem parte desse município, contou sobre o processo das lutas para a consolidação da Independência do Brasil na Bahia. “E dito isso, é importante ressaltar que a Vila da Nova Abrantes do Espirito Santo teve um papel importantíssimo nessas lutas. Primeiro porque existia um batalhão, que era comandado pelo Capitão Mor dos índios, Joaquim Euzébio de Santana, que atuou de forma bastante destacada, e além disso no dia 20 de fevereiro de 1823, ainda quando a Bahia estava no ápice, na efervescência da guerra, houve a aclamação do príncipe regente, Pedro de Alcantara, como Imperador Constitucional do Brasil, aqui no adro da Igreja de Abrantes, onde ele foi legitimado pelo povo da Vila de Abrantes, como Imperador do Brasil”, ressaltou.

Nativo de Vila de Abrantes, Emerson Sales pontuou a importância do ato do Governo do Estado. “Ele está reconhecendo com esse marco, a participação de Abrantes na luta pela independência da Bahia. Vi de forma positiva, por ser um estudante de história já terminando meu curso, eu que comecei com jornalismo devido a história de Abrantes, mudei no meio do caminho por conhecer a fundo essa história que é rica, mas as vezes é ofuscado o nome de Abrantes, que hoje está no registro da Bahia, do Brasil e até na Europa, fico feliz por esse momento”, disse.

A Chegança Feminina de Arembepe, que vai fazer 21 anos de existência, se apresentou no evento. “A gente veio fazer essa homenagem ao Dois de Julho, e aqui é o melhor local para fazer isso, onde tudo começou”, exaltou Dona Bete.

O projeto vai passar por outras cidades que fizeram parte do processo histórico, ofertando atividades como a apresentação da TV Pelourinho, em parceria com o Olodum e secretárias do estado, com a presença de ônibus sociais, rodas de capoeira e de conversas com alunos da rede estadual e do município, além de aulas de histórias. A inciativa conta com o apoio da Secretaria de Cultura do município.

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