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Camaçari

Diversas manifestações populares, participação artísticas e homenagens marcam celebração do Dia Municipal do Teatro da Solidão Solidária

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Poetas, cantores, bandas, artistas plásticos, movimentos culturais, dentre outros segmentos, participaram da celebração do Dia Municipal do Teatro da Solidão Solidária, realizada na última segunda-feira (05/06), na Cidade do Saber, em Camaçari. A data faz referência a um projeto idealizado há 30 anos pelo ator, poeta e dramaturgo, Ivan Antônio, que já rodou o mundo levando a inclusão social, através da arte.  

O Dia Municipal do Teatro da Solidão Solidária acontece na mesma data do aniversário de Ivan Antônio, que em entrevista ao Portal falou da gratidão em unir tantas figuras, em prol da arte. “Consegui reunir pessoas diferentes, mas que pensam no mesmo caminho, da compaixão, da ternura, da busca de encontrar outras veredas, e não essas que nos ensinam e que a gente está acostumado a percorrer. A arte tem o poder de juntar pessoas. Essa festa não é apenas minha, não é uma festa somente do Teatro da Solidão Solidária, mas é uma festa de todos nós que tenha andado muito no caminho da solidão, porque encontrar pessoas, que pensam como a gente tem sido muito difícil, porque o mundo está muito barulhento. Então a gente tem que ouvir muito e com muita atenção, temos que nos manter muito tempo em silêncio, mas é muito difícil ficar em silêncio para escutar os ruídos menores, que quase não se ouvem, e é nesse momento que encontramos as pérolas, as pessoas que estão cansadas de dizer por tanto tempo as mesmas coisas e outros não entenderem”, ressaltou.

Emocionado, Ivanildo Antônio destacou ainda, o que o movia em investir na arte e no método de pesquisa criado por ele, sobre a dor da solidão humana, ao se vestir de mendigo e vivenciar na pele, o que pessoas em situação de rua sentem. “Às vezes quando penso em desistir, lembro que meus ancestrais vieram nos navios negreiros, e como sempre, com uma estratégia muito poderosa de nos dividir, colocavam grupos que não conseguiam se comunicar, por causa dos dialetos diferentes, e quando chegavam em terra firme, a primeira coisa que faziam era separar as famílias. Mesmo assim esses homens e essas mulheres não desistiam. Então continuar essa luta é você prestar contas. Imagine chegar da África e levarem seu filho, sua mulher, teu pai, tua mãe. Como que eles conseguiram não se render? Como eu vou ter o direito de me render? Eu não tenho”, disse.

A data foi instituída em Camaçari, após ser aprovado na Câmara Municipal, um Projeto de Lei 1739/2022, de autoria do vereador Gilvan Souza (PSDB), onde foi implementado no calendário oficial da cidade, 05 de junho como Dia Municipal do Teatro da Solidão Solidária. “Para mim essa iniciativa de Ivan se remete simplesmente a integração. Não fala de poder econômico, da cultura de segregação, ele simplesmente integra as pessoas, usando como eixo, como víeis a cultura. E é de Camaçari para o mundo, não é de lá para cá não. E no nosso município precisamos fazer isso através das políticas públicas. Nós temos a Secretaria de Cultura, o Conselho de Cultura, temos a nossa própria cultura, o folclore, a arte, a história, o povo indígena, as religiões de matriz africana, a dança, a música, a gente só precisa encontrar um víeis para dar fluxo a isso”, pontuou o parlamentar.

O vereador Tagner (PT) também marcou presença no evento e exaltou que ele e sua família são fãs de Ivan Antônio. “Ele é um cara que tem compromisso com a cultura. Como secretário de Cultura de Camaçari ele revolucionou. É um cara diferenciado, e a Cultura no nosso município deve muito a ele. O Dia do Teatro da Solidão Solidária é um projeto fantástico e por isso estou aqui prestigiando”.

Para o presidente do Conselho Municipal de Cultura, Luciel Neto, além de toda contribuição para a arte, Ivan Antônio agrega ao social, quando colocou a troca do ingresso, por um quilo de alimento. “Um evento solidário, onde os alimentos serão doados para os artistas impactados em virtude da pandemia da Covid, e também para algumas instituições de caridade do município. Então o que dizer para um ser humano dessa grandeza? Que Deus continue iluminado a sua caminhada e que ela seja sempre vitoriosa”.     

Ainda no evento, o cantor lírico de Montevidéu, Miguel Acosta, entoou a canção ‘O sole mio’ de Luciano Pavarotti, em homenagem ao repentista e poeta Bule Bule, que foi homenageado por toda contribuição a cultura, e por levar o nome de Camaçari pelo mundo, através de sua arte. “No meu modo de pensar como poeta, Ivan é a própria poesia, a própria cultura popular, com uma grandeza que me faz querer estar sempre por perto”, grato, ressaltou Bule Bule.

 

 

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