Presente na 2º Audiência do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Camaçari, promovida na última quarta-feira (17/05), em Abrantes, o gestor Área de Proteção Ambiental (APA) de Ipitanga, Genecy Brás, destacou a importância da peça para o planejamento territorial do município. Na oportunidade ainda pontuou a necessidade de preservação dos recursos naturais e ocupação desordenada.
Para Genecy, o PDDU é um instrumento que dentro do contexto do planejamento territorial, deve ser amplamente discutido, por conta também do seu aspecto regional. “Esse documento deve ser bastante debatido e dialogado com a sociedade, evolvendo os três segmentos, o setor produtivo, setor público e a sociedade civil, enquanto um processo de crescimento e reconhecimento da dinâmica territorial que tem um município. Camaçari tem um potencial do ponto de vista industrial, atividade produtiva, de serviços, muito intenso e é um dos vetores de crescimento da região metropolitana, assim como os demais”.
Além tratar sobre o crescimento urbano e o planejamento territorial, na construção do PDDU deve-se também abordar as questões ambientais. “O ambiente está contextualizado nesse aspecto, mas é preciso dar uma ênfase na área do ponto de vista ambiental que o município tem, que são as dunas, restingas, manguezais, reservas de mata atlântica, que devem ser visualizadas no contexto de um planejamento territorial para a preservação, para a contribuição da sua conservação, potencializar inclusive a gestão de unidades de conservação, quando criadas pelo município, como o Parque Municipal das Dunas de Abrantes/Jauá, elaboração do plano de manejo, diagnóstico e o próprio zoneamento. E também verificar essas áreas protegidas, esses espaços naturais que o município tem no sentido de conservar os recursos hídricos, as lagoas, áreas húmidas, vegetação, ecossistemas e biomas que representam o município”, disse Genecy.
Para o gestor, quem visita os locais turísticos de Camaçari, que tem um vasto recurso natural, não quer ver concreto. “Os turistas não querem ver indústria, não querem ver aspectos de urbanização, seja ela bem feita, querem contemplar os atributos naturais. Então é preciso que no planejamento territorial, no viés da revisão do PDDU, também seja potencializado essa visualização, e fortalecido as questões ambientais locais, que irão contribuir significativamente, para a melhoria da qualidade de vida dos moradores, e também das pessoas que aqui visitam o município”, exaltou.
Sobre o processo de ocupação territorial, Genecy ressalta que é muito intenso, mas que não somente ocorre em Camaçari. “Assim como tem acontecido em vários municípios que a gente tem acompanhado. Inclusive esse processo da ocupação vem tencionar, a questão da ocupação e da preservação dos recursos naturais, que nós sempre estamos aí a frente no sentido de conscientizar as pessoas, a sociedade, para a conservação, dada a importância. Cito a questão do Rio Joanes, que é um dos mananciais importantes, e que está dentro de Camaçari, como um dos grandes contribuintes para o abastecimento de Salvador e cidades da Região Metropolitana. O uso e ocupação do solo é uma coisa muito delicada no contexto da gestão local, e que deve ser visualizado com muita intensidade, e bastante discutida no contexto do próprio PDDU, que precisa ser integrado com as próprias políticas públicas, tanto locais, como estaduais e federais”, finalizou.

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