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Camaçari

Regulação do Estado volta a ser tema de debates entre vereadores de situação e oposição em Camaçari

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Durante a 16º Sessão Ordinária, realizada na manhã desta terça-feira (16/05), na Câmara Municipal de Camaçari, a demora do serviço de regulação do estado, voltou a ser tema de debates nos assuntos gerais. Os vereadores da base governista municipal e de oposição criticaram o sistema, mas também trocaram acusações.

O vereador Dudu do Povo (Cidadania), assumiu a tribuna e pontuou que na semana passada, quando trouxe um caixão para a sessão, representando os pacientes que morreram antes de serem regulados, "foi um rebu na cidade e na Bahia”, em sua opinião. “Um monte de ‘mimizento’, que está ao lado de quem está matando o povo com força, e quando eu toco nesse assunto me descontrolo, porque tem uma criança de dois meses na UPA, que tem Síndrome de Down, já tem quase um mês precisando de socorro. Mas todo mundo paga de doido. Dona Neuza do Parque Satélite, minha vizinha, caiu e está lá internada. E estão pagando de doido. Não vejo deputada [Ivoneide Caetano], homem das relações [Luiz Caetano], não vejo cacete de nada lutando por esse povo, e quer vir aqui para Casa falar mal do PDDU. Quer falar de uma rua que não está asfaltada, beleza, é bom ter reivindicação, mas desde quando venha lutar pela pauta da regulação”, ressaltou o parlamentar bastante alterado.

O vereador Dentinho do Sindicato (PT), iniciou sua fala chamando a atenção dos colegas parlamentares, sobre o julgamento ao seu respeito, em relação a regulação. “Eu sei que está errada, eu sou contra esse modelo. Eu queria ter o poder de ligar para a secretária e dizer ‘precisa mudar esse modelo’, agora eu gostaria de registrar, vereador Dudu do Caixão, que uma cidade com a renda per capita que Camaçari tem, já deveria ter um hospital municipal. Sei que a regra das UPAs é cada mil habitantes uma unidade. Camaçari já tem 300 mil habitantes, e tem ainda as pessoas que circulam nessa cidade durante o dia. E eu queria propor para o senhor [Dudu do Povo], colocar para o prefeito Elinaldo, que essa cidade precisa também de duas outras UPAs, em locais diferentes, para a gente atender as demandas do dia a dia. Por que nós não podemos, nem eu que estou aqui, nem o senhor, ficar aqui colocando o jogo de disputa com a vida das pessoas”, exaltou.

Também entrou na discussão sobre a regulação, vereador Jamessom (União Brasil), que acusou o colega parlamentar de oposição, de brincar com a dor de quem perdeu um ente querido. “Eu acho um desrespeito as pessoas brincarem com a dor do vereador Júnior, que perdeu um sogro para a regulação, com a dor do vereador Dudu, que perdeu a mãe para a regulação, eu também perdi um primo e uma tia para regulação. Aí, eu vejo aqui os irresponsáveis e digo olhando nos olhos de cada um deles, dos dois [Tagner e Dentinho] e dos líderes deles, vocês são genocidas. E nesse tema estou pra guerra, podem vir para cima, estou preparado para vocês, porque vocês são responsáveis pela morte dessas pessoas. Na UPA pediátrica hoje são 14 crianças esperando a regulação, são pais que estão angustiados. Moro naquela rua, todos dias as pessoas me procuram na minha porta, sofrendo, pedindo regulação”, relatou.

O vereador Dedel (Republicanos) também se posicionou contra a fala do vereador Dentinho ao chamar o colega de parlamento de 'Dudu do Caixão'. “Quero deixar um conselho para os vereadores do PT, da oposição, que mudem o discurso de vocês, está insustentável. Vocês serão julgados pelas palavras que vocês colocam aqui nessa tribuna, e quem julgará é o próprio povo que confiou a vocês o mandato, que confiou que vocês fariam a defesa do povo. E nisso vocês estão pecando. Que vocês cheguem hoje à noite e reflitam sobre os atos e as palavras. Quando você [Dentinho] desmoraliza um vereador, que tem a dor de ter perdido a mãe, você esta desmoralizando várias pessoas e tocando no sentimento profundo delas, e serão julgados por essas palavras. Vereador Dudu do Povo meus sinceros sentimentos, e aqui nós, esta Casa estará sempre ao seu lado, e de todas as pessoas que estão perdendo seus ente queridos para essa regulação da morte”, desabafou.

Último a discursar, o presidente da Câmara, vereador Flávio Matos (União Brasil), ressaltou que o debate sobre a regulação "não poderia ser distorcido pela mentira". “As mãos deles estão sujas de sangue sim. Eles adoram falar em genocídio em época de eleição, e o que é 37 pacientes hoje esperando pela regulação, há vários dias. Eu tenho um exemplo aqui hoje, a mãe de Baluarte está esperando a regulação há 35 dias sangrando, internada no Hospital da Mulher, e porque eles não se manifestam, porque que não doe neles gente. Secretária Roberta Santana, não tenho um pingo de respeito pela senhora, estou há três meses esperando por uma agenda, são três meses desrespeitando o povo de Camaçari. Recebeu os dois companheiros [Tagner e Dentinho], mas não recebe essa Casa para gente tentar mudar essa modalidade de atendimento do Hospital Geral, dar uma contrapartida e abrir as portas para o povo de Camaçari e da Região Metropolitana”, disse emocionado.

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