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Camaçari

Debates, gritarias, discussões, sessão suspensa e nenhum consenso entre categorias em campanha salarial e o Poder Executivo de Camaçari

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Encerrou nesta quinta-feira (11/05), a paralisação de 72h dos servidores públicos e professores da rede municipal de ensino de Camaçari, que estavam acampados na Câmara de Vereadores, desde a última terça-feira (10), como forma de pressionar o Poder Executivo a abrir uma mesa de negociação e apresentar números. As categorias, que estão em campanha salarial, entraram no plenário durante a 15º Sessão Ordinária, que estava sendo realizada na manhã de hoje, e após debates, discussões e gritos, a atividade legislativa teve que terminar antes do horário regimental.    

Os vereadores ouviram as reivindicações de representantes das categorias, mas não entrando em consenso, encerraram a sessão. Na oportunidade, o vereador Vaninho da Rádio (União Brasil), ressaltou que existe uma mesa de negociação aberta e permanente com a gestão. "O que o prefeito pontua é para não parar os trabalhos legislativos e criar dificuldades para a cidade. Acontece é que tendenciosamente, ‘politiqueiramente’, eles pararam a nossa Casa, para fins próprios. O que observo, respeitando a causa dos professores, é que nós tínhamos uma pauta extensa que precisava ser votada. Tínhamos na mesa de debate o problema do transporte público, que é um dos principais problemas de nossa cidade, que iriamos discutir hoje. Tínhamos também preposições na infraestrutura, mas fomos impedidos de trabalhar. E quem está impedindo são pessoas que têm salário acima de R$ 6 mil reais, porque o piso é R$ 4.420,00, com a gratificações chega até R$ 6 mil reais, que é um valor maior, do que o salário da maioria da população, e essas pessoas estão brigando para ganhar mais e dificultando a vida da cidade. A causa é justa, mas a forma que está sendo conduzida é indevida”, exaltou.

O presidente da Comissão de Educação da Câmara, vereador Jamessom (União Brasil), pontuou que desde a ocupação da Casa, tem conversando diariamente com os professores e servidores, e que o movimento está dividido, entre os que querem resolver o problema, e os que são envolvidos com políticos. “Ontem recebi os sindicatos para falar dessa justa manifestação deles por aumento salarial, uma vez que toda categoria merece. Mas é bom esclarecer os valores dos salários dos professores que está entre R$ 6 mil e R$ 15 mil, que são o menor e maior salário da categoria. Não estou fazendo juízo de valor, se está bom ou ruim, pelo contrário, eu acho que cada vez mais é necessário a valorização desses trabalhadores, para que eles apliquem na rede municipal, o máximo de conteúdo possível, uma vez que se prepararam com mestrado, doutorado, por exemplo. Evidente que a população fica com essa curiosidade e a gente está aqui para esclarecer. Estou aqui buscando o diálogo entre as categorias e o Executivo, para tentar resolver esse problema, mas é complicado dialogar quando parte do movimento é político. Estamos vendo pessoas como o presidente do PT, filiadas ao PT e que já foram candidatos do lado de Caetano. A própria oposição, como o vereador Tagner, menino de recado, sendo orientando por telefone durante a sessão por Caetano, e aí isso prejudica o movimento dessas pessoas que estão lutando por uma causa justa, pela valorização da sua profissão”, salientou.

Já o vereador Tagner (PT), acredita que as categorias estão certas ao buscar a Câmara, mas que somente o Chefe do Executivo pode resolver o problema dos servidores e professores. “A caneta é do prefeito. O presidente Lula já sinalizou o reajuste do servidor federal, o governador do estado, Jerônimo também já sinalizou o aumento do servidor estadual, mas aqui não chegou nenhum Projeto de Lei de reajuste do salário do servidor municipal. Então, as categorias veem na Câmara porque fomos eleitos por eles, então o direito de reivindicação é aqui, e por isso discordo dessa fala do prefeito, que não conversa com os servidores porque eles vieram para a Câmara. Ora, aqui é Casa do Povo. Nós, os 21 vereadores, somos representantes do povo, então precisamos entender que é na Câmara o debate, e estamos solidários ao movimento”, garantiu o parlamentar de oposição.

Para a socióloga e servidora da Secretaria de Saúde (Sesau) de Camaçari e integrante do movimento, Alba Borges, os servidores públicos do município também são cidadãos, e por isso devem buscar a Casa do Povo. “Além de sermos trabalhadores da saúde, da educação e de diversas categorias, também somos munícipes, eleitores, idosos, homens e mulheres. Nós também vivenciamos o peso da inflação. Aumentou o combustível, aumentou carne, outros alimentos e uma série de serviços, e nós tivemos aumento há seis anos. Então quando nós ocupamos esse espaço, é apenas e somente para abrirmos uma mesa de negociação com o prefeito, e estamos há semanas buscando essa negociação”, desabafou.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Camaçari (Sindsec), Edmilson Jesus, em uma conversa interna com o presidente da Câmara Municipal, Flávio Matos, o gestor teria dito que o prefeito Elinaldo Araújo "não quer que a Casa Legislativa" se envolva nas negociações. “Ele não pode pegar um poder e submeter a outro, a Casa não pode ser subserviente. O prefeito disse que não vai atender pelos vereadores. Na verdade, ele não vai atender por ninguém. E Flávio submente a Casa a essa situação vexatória. Os Sindicatos são autônomos e parceiros, mas é a mesma coisa de Sara Santiago [presidente do Sispec] vir para dentro do meu Sindicato dizer o que vai fazer e o que não vai fazer, não. O presidente do Sindicato sou eu e recebo ordens dos servidores, não de terceiros. Nossa pauta é abrir uma mesa para revisão salarial”, explicou.  

 

 

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