No final da tarde do último sábado (06/05), uma mulher foi filmada, em uma loja de conveniência, falando palavras racistas contra uma trabalhadora autônoma, identificada como Andresa Fonseca, 27 anos. A própria vítima gravou as ofensas.
Segundo Andressa, ao sentar na mesa, onde já estava a mulher, a acusada começou a proferir as ofensas, onde ela diz que “não gostava de gente escura”, e que se considerava caucasiana do cabelo liso. “Eu odeio preto, eu não suporto preto”, disse.
Andressa no vídeo diz que vai chamar a polícia, e a mulher a desafia dizendo que era isso mesmo que ela queria. A acusada insiste para que a vítima, que estava acompanhada por outra pessoa, se retire da sua mesa.
O vídeo foi publicado nas redes sociais e ganhou repercussão. Em entrevista a uma emissora de TV baiana, a vítima disse que ligou para 190, e que foi informada que não poderiam mandar uma viatura, e que ela deveria buscar uma unidade policial mais próxima. A Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) negou que o atendente tenha dado essa orientação, e que ela teria pedido na verdade informações sobre como proceder.
A SSP disse ainda que o atendente esclareceu que a vítima deveria procurar uma unidade, perguntou em qual bairro ela estava e indicou a delegacia mais próxima, fornecendo ainda telefone para contato. O advogado de Andressa, Tiago Melo, publicou o vídeo nas redes sociais na tentativa de identificar a agressora para denunciá-la contra o crime de injúria racial.
Tiago e Andresa voltaram a loja de conveniência para gravar uma entrevista com outra emissora de TV e na oportunidade encontraram a mulher, que novamente fez ataques racistas. O crime de injúria é inafiançável e pode levar até cinco anos de prisão.





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