A Câmara Municipal de Camaçari realizou nesta quarta-feira (03/05), uma Sessão Especial em homenagem ao Dia do Trabalhador, comemorado em 1º de maio, e trouxe como tema “Novas perspectivas sociais e de emprego no Brasil a partir de 2023”. Apenas três parlamentares compareceram a atividade, o requerente, vereador Dentinho do Sindicato (PT), e seus colegas de oposição, Tagner Cerqueira (PT) e Vavau (PSB).
O presidente em exercício, vereador Dentinho do Sindicato salientou que estava feliz pelo fato de mais de 100 trabalhadores participarem da atividade e que não sabia o motivo da ausência dos parlamentares da situação. “Acho que é uma Sessão Especial onde a gente precisa garantir o direito do trabalhador, e eu falo isso com uma grande propriedade porque pela terceira vez elegemos um presidente trabalhador. A gente pede que de fato a luta não pare só porque Lula ganhou, pelo contrário, vamos estar sempre lutando para conscientizar que é importante garantir a valorização do salário mínimo, a política de valorização dos sindicatos e das convenções coletivas, da geração de emprego na cidade, e por isso a importância que estivessem todos os vereadores presentes. Mas é assim mesmo, o trabalhador tem que estar lutando sempre, agradeço a todos que compareceram e a imprensa por estar aqui, por entender que o dia 01 de maio não é só um dia de comemorar, é um dia de luta também”, disse.

O vereador Tagner também lamentou a falta dos colegas. “Vivemos em uma cidade industrial, uma cidade que tem um Polo e a Câmara tem tradição de discutir esse tema, e acho importante a participação de todos, onde a gente aprende, onde a gente ouve as demandas, e também fala de futuro. Temos o que comemorar no Dia do Trabalhador a nível Brasil, porque o presidente Lula voltou e voltamos a ser respeitados, mas em Camaçari não temos o que comemorar”, exaltou.
Representando o Sindicato dos Professores e Professoras da Rede Pública Municipal de Ensino de Camaçari (Sispec), a professora Ana Carla Fagundes ressaltou que a sessão em homenagem ao Dia do Trabalhador é um tema coletivo. “A Casa vazia, com apenas três vereadores presentes, traz para a gente uma leitura negativa, porque a pauta do trabalhador precisa ser uma pauta de todos nós, tanto dos partidos de direita, quanto de esquerda. Os desafios são gigantes, a gente está aqui falando de um município que precisa gerar emprego e renda. Nós precisamos ver as mães de famílias empregadas, precisamos ver os profissionais da educação e servidores valorizados, e nesse cenário a gente percebe que Camaçari ainda deve muito. Então eu penso que aqui é dia de reflexão e de ação”.
Diretor do Sindicato dos Borracheiros do Estado da Bahia (Sindiborracha), Leandro Fernandes pontuou que por ser uma quarta-feira, grande parte dos trabalhadores estavam em horário de serviço, no entanto lembrou que esse era pra ser o horário de trabalho dos vereadores. “Hoje era uma oportunidade de eles estarem mostrando a preocupação que falam tanto que têm com a classe trabalhadora, e no momento de homenagear, se fazem ausentes, então isso é triste. Mas fica o recado que o trabalho é algo muito importante na vida das pessoas. Quem não tem um trabalho, quem não tem a oportunidade de levar o pão de cada dia para casa, é algo muito difícil, e por isso lamentamos a ausência do poder público nesses momentos de estar incentivando e buscando. É uma luta que a bandeira partidária tem que ficar de fora”, mencionou.
A sessão contou com as presenças de diversos diretores sindicais, advogados, e em especial, de trabalhadores de empresas do Polo Industrial de Camaçari. Entre os palestrantes, destaque para a fala da supervisora técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos na Bahia (Instituto DIEESE), Ana Georgina, sobre a posição da Bahia em relação a taxa de desocupação no país, estando atualmente em primeiro lugar. “O desemprego tem caído porque as pessoas estão criando suas próprias estratégias de trabalho, sem nenhum tipo de proteção social, que é um direito. Em termos mais claros, na Bahia temos 6 milhões de pessoas ocupadas, sendo 52,2% trabalhando na informalidade. São trabalhadores e trabalhadoras que não podem adoecer ou se acidentar, pois não tem nenhum tipo de proteção que os beneficie”.






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