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Camaçari

Portal entrevista cantor Flavinho do Pagodart que falou sobre a carreira, família e sonhos

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Na tarde do último sábado (29/04), o Portal encontrou o Flavinho do Pagodart, em um momento de lazer, na praia de Jauá, e é claro que não perdemos a oportunidade de entrevistar esse grande cantor baiano. Em um bate-papo descontraído, o artista falou sobre o início da carreira, apoio da família, projetos e sonhos.

Seu nome de batismo é Flavio Lima Santos, esposo de Ana Paula, e pai de Ana Flávia, Flavinho e Felipe. O cantor, que fala com orgulho da família, relembra com carinho de sua infância no bairro Cajazeiras. “Foi lá onde me formei na música. A minha casa sempre vivia cheia porque os instrumentos eram guardados lá. Minha mãe fazia o feijão e essa essência minha tranquila vem da minha família, das minhas tias. Do lado da minha casa morava tia Dete, irmã de meu pai, e do outro lado a irmã da minha mãe, Tia Bel. Então quando minha mãe saia para trabalhar eu estava sempre protegido, não tive nem a oportunidade de querer andar errado, graças a Deus. Nunca tive vícios, nunca coloquei um cigarro na boca, eu sou um cara que gosto de dar exemplos e minha família tem muito orgulho de mim, não apenas por ser cantor, mas pela pessoa que me tornei. Fora do palco sou um cara tranquilo, gosto da resenha de bola, de estar com os amigos, e no palco sou totalmente diferente, eu procuro me doar ao máximo naquele momento”, conta.

E a veia musical de Flavinho é de família, desde pequeno o cantor acompanhava os pais e os tios no samba. “Eles tinham um grupo chamado Bartuque, e minha mãe ia junto com meu pai e me levava. Ela me colocava dormindo em cima da mesa enquanto o samba estava rolando, então tenho esse legado guardado dentro de mim. Os amigos de meu pai que hoje eu chamo de tios, falavam ‘aquele menino que está no Pagodart é Flavio, o filho de Vadinho e Carminha? Esse menino acompanhava a gente mesmo no samba, terminava o som ele ficava tocando’, e eu fico muito feliz em ter o respeito da velha guarda, e hoje procuro fazer jus a esse reconhecimento, para que eles se sintam orgulhosos com a minha trajetória de família e na música”, ressaltou.

Nos momentos difíceis do início da carreira, Flavinho exalta que o apoio de sua família foi primordial. “Quando as coisas apertaram lá em casa, meu tio conseguiu um emprego pra mim na Papaiz, empresa de cadeados, em pouco tempo veio o Pagodart e eu tive que tomar uma decisão junto com a minha família. Meu tio ficou um pouco triste comigo, mas depois ele entendeu, ele era sambista e disse ‘filho se é seu sonho vá’, até porque eles me viam cantando e cortando cabelo, no lava-jato para ganhar meu trocado. Eu ia para barraca de meu pai ganhar meu trocado. Eu nunca tive vaidade de porquê um dia eu estava em cima do palco, no outro eu ia trabalhar com outra coisa, para ganhar o meu dinheiro”.

Flavinho está há 23 na banda Pagodart, e tudo começou a dar certo após tocar em um festival no interior. “As oportunidades começaram a surgir, foi quando chegou o convite para cantar no Pagodart. A minha primeira viagem foi para Alagoas, quando a gente lançou a música ‘Toma-lhe fica’, depois vieram ‘Se você quer tome’, ‘Sminofay’, 'Papuburugundum' e entrei no meio da galera, graças a Deus e aos músicos, agradeço muito a eles, porque eles viram que eu era um cara afinado, dava pra gente começar um novo projeto, viram a minha vontade de querer estar na banda. Eu saia de Cajazeiras para ensaiar no estúdio de Gina no Garcia, era muito difícil pra mim, saltava do ônibus nos Barris e vinha andando. E hoje pra mim isso são memorias e eu dou muito valor a música que eu tenho, que gosto de fazer, por conta do que eu passei, sem desmerecer e desrespeitar nada de ninguém”, salientou.   

Com dois filhos, uma agenda de compromissos com a banda, Flavinho mais uma vez contou com o apoio da família. “Comecei recebendo 200 reais por show, era pouco pra quem tinha dois filhos na época. Minha tia então propôs que minha mãe ficasse com Ana Flávia e Flavinho ficasse com ela, para eu poder seguir meu sonho como cantor. Ela disse ‘pode ir porque fome aqui eles não vão passar’. Elas foram minha fortaleza e eu dei o meu melhor. Aí fui conquistando minhas coisas e sempre sendo grato. Minha tia morava em um vão e eu disse que daria a laje da casa dela, então o trocado que a gente tinha, ajeitava as coisas de casa, e hoje eu digo que ela mora em uma mansão, porque a sala de lá hoje era a casa toda antigamente. E é uma satisfação imensa. Fui uma criança que virou um adulto bastante centrado”.

Na Lavagem de Arembepe no mês de março, a Pagodart arrastou uma multidão e segundo o cantor, a festa abriu muitas portas para a banda, principalmente de show no litoral. E tem projeto novo para os festejos juninos. “Buscamos sempre apresentar um repertório eclético, e a gente colocou a Carreta Elétrica, com músicas que marcaram a nossa carreira, como Sminofay, 'Papuburugundum', tudo em ritmo de arrasta pé, como Chiclete com Banana sempre faz, e eu cresci escutando ele, tenho o máximo de respeito, marcou várias gerações, nos inspiramos e vamos fazer também”, pontuou.

Flavinho conquistou a Bahia com sua música, simpatia e gingado. Hoje é sócio da Pagodart e tem sonhos ainda para realizar como artista. “É um sonho estar na TV. Conquistei o respeito de outros artistas, mesmo não estando onde eles estão. Mas tenho esse sonho e sei que ele um dia vai se realizar”.

 

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