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Camaçari

Nova presidente do Conselho Municipal de Saúde de Camaçari concede entrevista ao Portal, fala do trabalho e desafios à frente da entidade

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Eleita no início deste ano, a nova presidente do Conselho Municipal de Saúde de Camaçari, Ionara dos Santos Barreto, falou em entrevista ao Portal, como pretende gerir a entidade, que tem o papel de fiscalizar a saúde pública ofertada a população, bem como ajudar a gestão a melhorar a qualidade dos serviços nas unidades.

Agente de endemias efetiva do município, Ionara atua também como presidente da Associação dos Agentes de Endemias e como diretora da Associação Estadual dos Agentes de Saúde e Endemias. Antes de ser eleita presidente do Conselho Municipal de Saúde, já atuava há alguns anos como conselheira de saúde. “Tenho aprendido muito dentro do conselho, vou continuar aprendendo, tanto com os demais conselheiros, e principalmente com Paulo Costa, que é muito experiente e tem me passado um aprendizado muito grande”, salientou.

Para a presidente, o Conselho Municipal vai além de uma entidade fiscalizadora. “Ela contribui muito para a sociedade civil, como para os trabalhadores da área de saúde, e para a gestão também, porque a gente cria esse elo ao trazer as demandas da sociedade, verificamos o que está acontecendo, onde podemos melhorar, não só criticar, mas também buscar melhorias, dar sugestões, é uma parceria na construção de um SUS que oferte um serviço de melhor qualidade”.

Ionara pontua como atua o Conselho Municipal e sobre a realização de reuniões mensais entre os conselheiros, o secretário e o subsecretário de Saúde e gerente de unidades. “Os encontros são abertos para a população também que pode participar, opinar, só não pode votar [caso tenha alguma conta para apresentar], mas pode levar demandas, sugestões, críticas e perguntas. Então esses encontros servem para a gente conseguir construir algo propositivo para toda a sociedade. Tem as visitas que fazemos as unidades de saúde, a partir do mês de maio vamos fazer um cronograma, onde vamos retornar com as visitas, onde fiscalizamos como está a unidade de saúde, o que precisa melhorar, qual a demanda mais crítica, ouvimos os pacientes, os trabalhadores daquela unidade, e nas reuniões nos apresentamos o que constatamos para os outros conselheiros, para a gestão e damos um prazo para que seja solucionado o problema. Anotamos todos os detalhes, desde uma pintura na parede, quanto o atendimento ofertado, se está faltando material, tudo é relatado nessas visitas”.

Questionada sobre a visão que muitas pessoas tem que o Conselho de Saúde tem uma relação de cumplicidade com a gestão municipal, e não de órgão fiscalizador do poder público, a presidente disse que não pretende trabalhar dessa forma. “Não serei assim, e acredito que na gestão de Paulo também não foi. Por isso pedimos tanto que a sociedade venha participar. Não devemos ser inimigos de ninguém, independente do gestor que esteja na cadeira, aqui não existe política partidária. Quando estamos dentro de um conselho, temos que deixar isso de lado. Eu posso até ter as minhas preferências, mas chegando aqui temos que deixar de lado. E a sociedade tem que entender que temos que ser parceiros da gestão, cobrar quando tem que cobrar, e elogiar quando tem que elogiar”.

Para Ionara, o problema mais urgente para ser resolvido na saúde municipal é a regulação. “É algo que temos pontuado nas reuniões, cobramos do secretário, até porque nem tudo chega aos ouvidos dele. As pessoas reclamam mais em relação a marcação de exames, que não está chegando à quantidade suficiente, então de quem é a culpa? É do regulador? Do gerente da unidade? É do secretário? É do conselho? E temos que tentar solucionar. Esse problema em especial é algo que já está sendo solucionado, segundo o secretário de Saúde passou na última reunião que nós tivemos, que já está vendo uma outra forma de trabalho para que melhore esse serviço e os exames cheguem para a sociedade”.

Além do Conselho Municipal, existem os conselhos locais, que na opinião de Ionara, têm um papel fundamental. “Hoje temos apenas quatro no município, o do Ficam, Gleba E, Nova Vitória e Novo Horizonte. Esses conselhos para serem formados precisam ser provocados pela própria sociedade. Então é só chamar o gerente da unidade e informar que quer montar um conselho, nos procurar para passarmos o regimento, orientações e damos todo apoio”, exaltou.

Para quem deseja fazer alguma denúncia, dar sugestões ou críticas é só entrar em contato pelo telefone (71) 36235305. As reuniões, abertas ao público, acontecem toda 3º quarta-feira de cada mês, no auditório da Secretaria de Governo (Segov).

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