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Camaçari

Professora de Camaçari conquista 1º lugar em prêmio Movimento Led promovido pela Rede Globo e Fundação Roberto Marinho

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 Vitalina Silva ao lado da madrinha do projeto e atriz, Jeniffer Nascimento

A noite da última quarta-feira (26/04), foi de emoção e festa na casa de uma educadora de Camaçari. A professora de Língua Portuguesa, do Centro Educacional Maria Quitéria, no bairro do Inocoop, Vitalina Silva, ganhou o primeiro lugar com o projeto “Educação Antirracista”, em uma das categorias do Prêmio Movimento LED - Luz na Educação, promovido pela Rede Globo e a Fundação Roberto Marinho.

Na manhã desta quinta-feira (27), ao chegar na sala de aula, a educadora foi recebida com palmas pelos alunos. “Estou muito feliz, eu acho que é uma conquista coletiva. Aqui na escola temos a condição de desenvolver um trabalho. Lógico que não esperávamos de ir tão longe, e quando fiz a inscrição no prêmio não imaginava que tinha essa possibilidade, já me dava por feliz e satisfeita em ter conseguido fazer todas as etapas e processos da inscrição. Mas hoje com o resultado, eu vejo que vale a pena a gente investir naquilo que a gente considera que é o correto, que é o poder da transformação através da educação”, ressaltou.

O prêmio é voltado para boas práticas em três categorias, empreendedores, educadores e estudantes. “A escola já tem tradição em trabalhar com temas que são sensíveis a sociedade. Aqui já se trabalha a questão das leis 10.639 e 11.645, e a partir da pandemia desenvolvemos muitas atividades especificas voltadas para essa questão, porque estávamos com o advento da tecnologia, tornando até mais fácil abordar essas questões. A partir daí a direção compreendeu que precisávamos fazer um projeto maior, para tomar conta da escola como um todo. Então, a coordenação pedagógica decidiu fazer, juntamente com outras colegas que também têm uma caminhada nesse processo, um trabalho de letramento racial, de desenvolvimento de metodologias, para abarcar esse tema. Ao unir todos os trabalhos foi tão lindo, potente e transformador, que eu entendi que não podia ficar somente na escola, e decidi inscrever o projeto no prêmio”, contou Vitalina.

Para a professora, a participação dos alunos, foi fundamental para o sucesso do projeto. “Aí é que está o diferencial, porque quando nós percebemos e entendemos que é preciso trazer o aluno para ser protagonista da sua própria aprendizagem, dar muito certo. Então, exploramos as potencialidades desses alunos, o poder criativo deles, e utilizamos esse potencial para desenvolver todas as suas habilidades que nós orientávamos. Nós temos podcast realizado pelos estudantes, histórias em quadrinho, jornal, rodas de conversas, exposições, então eu acho que é importante trazer o aluno para a centralidade do trabalho”, salientou.

O sentimento de pertencimento resultou no sucesso do projeto, para Vitalina. “A escola toda respira isso, as paredes da escola respiram isso, então esse orgulho pertence aos professores e muito mais aos estudantes, porque aqui a gente acredita que o estudante pode, que ele é capaz. A gente trabalha a questão da humanidade, com afetividade e empoderamento. É uma receita que a gente está construíndo, desenvolvendo e que está dando muito certo”, finalizou a professora.

O projeto “Educação antirracista”, da professora Vitalina, foi escolhido entre dois mil inscritos, ficando entre 60 selecionados. Foram premiados seis projetos com um financiamento de R$ 200 mil reais para cada.

*Lei 10.639 - que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira"..

*Lei 11.645 - que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.

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