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Camaçari

Sessão na Câmara de Camaçari é encerrada após manifestação de professores da Rede Pública de Ensino do município

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A 12º Sessão Ordinária, realizada na manhã desta quinta-feira (20/04), na Câmara Municipal de Camaçari corria tranquilamente, quando um grupo de professores da Rede Pública de Ensino de Camaçari, entrou no plenário da Casa Legislativa, para mais uma manifestação em defesa do reajuste salarial da categoria. Com cartazes, panelas e um megafone, os educadores pediam a demissão da secretária de Educação, Neurilene Martins e uma mesa de negociação com o prefeito Elinaldo Araújo.

Quem estava presidindo a sessão no momento da manifestação foi o vice-presidente Niltinho (PSDB), que tentou acordar com o grupo a possibilidade de uma comissão de vereadores, atender alguns educadores na sala de reunião, mas a categoria não aceitou. Devido ao barulho no plenário, que inclusive estava lotado de alunos da Pestalozzi, presentes na reunião para receberem uma homenagem, e ficaram agitados com a zoada, o parlamentar encerrou a sessão.

Os professores exigiam falar no microfone da tribuna. “Nós temos um Regimento Interno que precisa ser respeitado e ele só permite o uso de um popular na tribuna em Audiências Públicas e Sessões Especiais. Encerrei a sessão também para preservar os alunos especiais que estavam em plenário. São crianças e adultos que não estão acostumados a esse tipo de movimento, muitos não suportam barulho, ficaram assustados. Entendo a luta da categoria, é válida, mas a Casa tem regras”, explicou.

Com o impasse, os professores aguardaram a chegada do presidente Flávio Matos (União), que estava em uma agenda externa, e retornou para ouvir as demandas da categoria. “Essa pauta é de governo, é uma discussão que tem que ser ampla e os vereadores estão aqui a disposição sempre. Eu reafirmo que aqui é a Casa do Povo mesmo, está aqui o vice-presidente Niltinho, que estava conduzindo a sessão, e cumpriu o Regimento, fez valer os procedimentos legais adotados por essa Casa. Essa pauta é antiga e a gente precisa se debruçar sobre ela. Vamos entrar em contato com a secretária Neurilene para saber em que pé está isso, até porque é uma prerrogativa do vereador fazer a fiscalização, mas tem que ser uma iniciativa do governo pra cá. E aqui estaremos do lado do professor, como sempre estivemos, para acatar qualquer que seja o direcionamento do governo. Eu e todos os vereadores queremos manter a mesa de negociação aberta e esse é o nosso limite, pois tem o que a gente quer e o que a gente pode”, pontuou.

A presidente Sindicato dos Professores e Professoras da Rede Pública Municipal de Camaçari (Sispec), Sara Santiago, teve direito a fala e fez duras cobranças a Câmara Municipal. A categoria reivindica reajuste linear há sete anos não é concedido, melhorias nas condições de trabalho, profissionais especializados para acompanhar crianças especiais, estrutura adequada em algumas unidades escolares, que não contam também com ventiladores e nem ar-condicionado.

Na oportunidade Sara Santiago desabafou. “Nosso propósito aqui é lutar pela educação do município, embora pareça que estamos aqui só fazendo barulho, mas as vezes é necessário para a luta ser ouvida. Essa categoria está reivindicando algo legítimo, pois estamos há sete anos com o mesmo salário. Meu contracheque de 2017, é o mesmo praticamente de 2023”, disse.

A presidente do Sispec ressaltou ainda que não quis ser atendida por uma comissão de vereadores, porque a categoria precisava de um “momento de conexão com os vereadores”. “Precisamos ouvir dos parlamentares o compromisso do Projeto de Lei, que vai vir da Prefeitura para essa Casa. É daqui que vai sair o resultado favorável, é por isso que buscamos a Casa do Povo, porque aqui é o nosso lugar. Eu tenho certeza absoluta que os vereadores não querem que os professores passem mais um ano sem reajuste linear, e o querer tem que ser colocado em ação”, salientou.

Dentre os vereadores que permaneceram até o final, debatendo com a categoria, estava o petista Tagner (PT), que exaltou a importância das classes buscarem o apoio da Casa. “A Câmara é caixa de ressonância da comunidade e por isso a vocês acertaram ao procurar os vereadores. Essa decisão do reajuste não passa mais só pela mão da secretária de Educação, passa exclusivamente pela mão e a decisão do prefeito Elinaldo, então a Casa é política e o encaminhamento desta manhã é uma reunião, é a abertura de uma mesa com os vereadores, com o chefe do executivo e com os professores”, disse.

Devido ao feriado desta sexta-feira (Dia de Tiradentes), não foi agendada uma mesa com o executivo. Estavam ainda na reunião com os professores os vereadores Deni de Isqueiro (União), Dentinho do Sindicato (PT), Gilvan Souza (PSDB), Manoel Jacaré (PSDB), Manoel Filho (PDT), Mar de Areias (União), Vavau (PSB) e Dudu do Povo (Cidadania).

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