No mês de fevereiro deste ano, um caso de feminicídio em Camaçari, comoveu a todos, após uma idosa de 68 anos, ser agredida com uma barra de ferro, pelo então companheiro. Dona Iná, após ficar semanas internada em estado grave, recebeu alta, mas a sua vida mudou drasticamente para pior.
O Portal entrevistou a sobrinha de dona Iná, Graciela Barbosa, que tem sido responsável por diversas ações e campanhas, para que o caso não fique impune. Na oportunidade ela contou que a idosa não mora mais em Camaçari e que se encontra totalmente debilitada, tanto fisicamente quanto psicologicamente. “Minha tia perdeu sete dentes, fraturou o maxilar, mas o pior de tudo é a condição neurológica. É uma senhora que não consegue mais ficar em pé por muito tempo, permanece boa parte do tempo dormindo, quando está acordada não consegue se alimentar. Hoje ela não é 20% da mulher que ela era”, ressaltou.

De acordo com Graciela, o crime não apenas afetou drasticamente a vida de dona Iná, mas da filha da idosa também. “Hoje ela dedica seu tempo para cuidar da mãe. Minha tia está aposentada, mas quem ajuda financeiramente é a filha, porque ela está usando fralda, não vai mais no banheiro sozinha, não toma banho sozinha, totalmente dependente de alguém para cuidar dela”, destacou.
Graciela aproveita para pedir a sociedade, as autoridades políticas, policiais e a justiça, que não esqueçam do crime cometido contra dona Iná. “Um ser humano, que se dizia esposo, companheiro, trouxe para ela uma morte em vida. Hoje ela é uma mulher morta, só tem o corpo sentado em uma cama, que não pode fazer nada. Ele continua no presidio em Salvador e a gente pede as autoridades que não esqueçam o caso, que não seja mais um caso onde o criminoso fica preso só um, dois, três meses e é solto. Ele está com vida, mas ela perdeu a dela”, lamentou.
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