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Camaçari

Interpretação de Maria, na encenação da Paixão de Cristo em Abrantes chama a atenção

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A emoção transmitida através de lagrimas, durante a interpretou Maria, na encenação da peça Paixão de Cristo, no palco Mestre Sardinha, na Praça de Eventos Nery Nunes, na última sexta-feira (07/04), chamou a atenção do público para a atuação de Ruth Marinho. A professora de artes da Escola São Tomaz de Cantuária, na sede de Camaçari, tem história nos palcos e já participou de outros grupos teatrais.

Ruth, que mora há pouco tempo em Abrantes, conheceu a Associação Cultural Fanfarra Municipal de Abrantes (Fampa), através dos filhos. “Meus filhos que se interessaram pela Fampa, se inscreveram, e a partir daí eu vim acompanhar e teve essa proposta da Paixão de Cristo, porque já participei da peça em Lauro de Freitas, e me interessei”, contou.

Emocionada durante a interpretação de Maria, e também durante a entrevista, a Ruth disse que suas lagrimas tiveram vários significados. “Soltei lagrimas pelas mães que perderam seus filhos para a violência, para esse conjunto de violências instauradas, por conta dos últimos acontecimentos, estamos de luto pelas crianças que foram mortas, pelo racismo que sofrem os colegas professores, onde uma colega professora foi morta por combater um ato de racismo dentro de sala de aula, em outro estado. Foi um choro não somente de sofrimento, mas também de empoderamento, pelas águas de oxum que a gente também se fortalece, e que a gente se ergue nessa luta cotidiana, nós não vamos recuar, e vamos ocupar sim esses espaços. As lagrimas também foram de esperança, porque eu acredito na vida, queremos nossos jovens vivos”, exaltou.

Na oportunidade a professora falou da importância de uma negra interpretar a mãe de Jesus Cristo. “Como diz a música ‘Maria, Maria, é um dom, uma certa magia, uma força’ que está em todas as mulheres. Nas mulheres negras que sofrem preconceito, feminicídio, o racismo, e a Fampa teve esse olhar de trazer essa personagem negra, assim como um Jesus afrodescendente. O elenco é majoritariamente negro, e isso é muito importante, representamos essa terra. As pessoas assistiram e se identificaram”.

Para Ruth, Abrantes tem muitos jovens talentosos, com potencial artístico. "E isso também é importante ser trabalhado dentro de sala de aula. Precisamos fortalecer nesse sentido, o teatro, as diversas ações, o esporte, tudo isso vai se complementando, e nosso principal objetivo é essa a transformação dessa estrutura, é a gente compreender o potencial artístico, cientifico, e os jovens precisam dessa oportunidade, desse caminho, desses espaços e que se tenha mais Paixões de Cristo, teatro, festivais, que é uma oportunidade de trocas incríveis, teatro nas escolas, e a gente precisa como cidadão, poder público, professor, enfim, como sociedade, ter um olhar de transformação e isso é necessário”, salientou.

E para quem acredita que o público não vai ao teatro, a professora deixa uma mensagem. “As pessoas vão sim, aqui estava cheio e elas estavam felizes, ficaram, esperaram e celebraram. Eu só fã dos professores da Fampa que são capacitados. Sou fã da banda, é um poder incrível, você ver muitos talentos, muito conhecimento, e aqui tem tanta gente com potência, professores de teatro, de dança, de capoeira. Precisamos de mais espaços, de investimentos, porque já provamos que somos capazes. A gente clama por um teatro, temos esse direito de ter  um teatro, com salas de ensaio, de oficinas, de trocas, de show, enfim".

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