O vereador Gilvan Souza (PSDB), participou do Papo Aberto, Papo Reto, onde falou ao Portal sobre projeto de urbanização para o canal de Vila de Abrantes, meio ambiente, futuro do Shopping Busca Vida e andamento do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU). A entrevista aconteceu na última quinta-feira (23/03).
Sobre a indicação ao poder executivo de nº 129/2023, apreciada e aprovada na 7º sessão ordinária, solicitando urbanização do canal de Abrantes, com instalação de galerias cobertas, paisagismo e ciclovia, o parlamentar falou que está retomando essa pauta. “Nós temos oito anos trabalhando nisso, inclusive chagamos a ir no Ministério de Meio Ambiente em Brasília, fizemos um pré-projeto em 2013, 2014, e hoje retomamos. Entendemos que Abrantes está sendo assistida por equipamentos como a Praça da Matriz, o espaço Nery Numes que remete a cultura, esporte e lazer, com fonte luminosa, gastronomia e quiosques. Agora a gente está discutindo com o governo o canal, vamos também em busca de verba federal, porque a gente entende que é uma reparação, resgate de autoestima, de dignidade da população”, explicou Gilvan Souza.
O parlamentar ressaltou que no local passava um rio, mas o canal se tornou um esgoto, onde são jogados todos os tipos de detritos. “Na última limpeza foi algo em torno de 800 quilos, entre garrafas pet, sofás, colchões, geladeiras, todos os resíduos da nossa comunidade. A gente entende o distrito como uma cidade de médio porte, com uma população em torno de 60 mil pessoas. Então esse projeto visa garantir saúde pública, porque é um esgoto a céu aberto. Vamos colocar dentro dessa proposta indenização, porque houve avanços de construção em cima desse canal de Abrantes até Areias, e defendemos que ali deve se tornar uma via de acesso, uma galeria com cobertura, ciclovia, pista de corrida, pista de cooper, e a gente vai melhorar a mobilidade em torno de seis quilômetros”.
Uma agenda já está marcada na capital federal para debater o assunto. “É uma provocação para a gente retomar essa discussão. Eu costumo indicar e promover mesa. No mês de abril vou estar em Brasília, no Ministério do Meio Ambiente, para a gente ver de onde podemos buscar verba, já que é uma obra de alto custo, tem questões complexas ambientais, e se a gente pode de fato fechar aquilo ali e fazer galerias. Mas temos justificativas, perdemos na ordem natural o leito do rio ali, e está funcionando como uma área de descarte de esgoto e de resíduo. Vamos montar um relatório técnico para a gente apresentar no Ministério do Meio Ambiente”, disse.
Para o vereador Gilvan o desenvolvimento acelerado sem planejamento, causou a degradação do rio. “E isso tem um custo, um passivo muito grande e para corrigir é muito complicado. Nós liberamos muitos alvarás e oferecemos pouco serviço público, que está transversalizado com o estado, a federação e o município. Então a gente precisa discutir esgotamento sanitário, hospital na costa, não podemos ter somete UPA, PSF, e para isso temos que fomentar via política pública, porque não é só no município que resolve tudo, temos que estimular a chegada da iniciativa privada”.
O Portal quis saber também sobre aproveitamento do prédio do Shopping Busca Vida, localizado na Estrada do Coco, que está fechado e foi construído com linha de financiamento 100% da Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desembanhia). “Fizemos diálogo com empresários do Pará sobre a possibilidade de trazer uma faculdade de medicina e um hospital para aquele espaço, chegando aqui, abrimos essa mesa de discussão e entramos em crise por conta da pandemia. A Covid trouxe um impacto econômico absurdo, e todo mundo retraiu os seus investimentos. Agora é resgatar essas discussões em um cenário nacional, porque não pode ser de forma local. Naquele momento o Desembahia, que tinha relação direta com o governo do estado, poderia inserir ali um SAC, uma Caixa Econômica, um banco público que estimularia o desenvolvimento econômico daquele espaço, as lojas iriam ficar. A última a sair inclusive foi a Lebiscuit. Mas infelizmente perdemos um equipamento gerador de emprego, receita e renda. Agora temos que trabalhar com o objetivo de reutilizar ali como equipamento público”.
Sobre o andamento do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU), o vereador explicou que foi contratado um consórcio para realizar o trabalho junto com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Sedur) do município. “Quero abrir um parêntese que a pasta tem técnicos capacitados para assumir o desenvolvimento e execução do PDDU, temos recursos humanos suficiente. Por isso foi contratado um consorcio que reúne várias empresas, e ele já está em andamento com uma comissão administrativa definida do poder executivo, da Câmara de Vereadores e vamos colocar nos últimos dias em votação. É preciso ter uma responsabilidade com o contexto ambiental de não tratar a cidade apenas como industrial, mas também petroquímica, química e de terceiro setor. Vamos inserir definitivamente o turismo na pauta econômica, para isso temos que dar condições de chegada de novos equipamentos de hospedagem e flexibilizar em harmonia com o meio ambiente. Mas nosso objetivo é incentivar a chegada de novos negócios, mas sem chaminé”, exaltou.
A importância da Câmara Municipal no ordenamento, administração e desenvolvimento do município também foi pontuado, tanto através das sessões, como das comissões, mesas de debates, apreciações de matérias do executivo e criação de projetos de leis, como o Invista em Camaçari. “Esse PL foi votado em setembro do ano passado com uma série de incentivos. Redução de ISS, oferta de terreno, isenção de 50% de IPTU por x anos. Essa lei vai estar adequada a ampliação ou a chegada de novos negócios, e também relacionadas a condicionantes a oferta de novos empregos”, finalizou.





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