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Começar de novo

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Nos últimos dias, de férias, tive a disponibilidade e tempo para reler alguns artigos da Constituição Federal do Brasil, publicações de alguns renomados constitucionalistas, cientistas políticos, psicanalistas, economistas e as peças produzidas durante o período de tramitação do processo de impedimento da presidente Dilma Russeff, nesta primeira fase, na busca por entendimento e aprendizagem do complexo e tumultuado momento político, econômico e social por que passa o Brasil.

Chego à conclusão que dentro do conteúdo das peças, tanto da acusação quanto defesa, não se encontra erros tão pouco contradições jurídico-administrativas significativas em suas fundamentações. Entendo que ambas, são fundamentadas em conceitos jurídico-administrativos o que dificilmente permitiriam aos congressistas uma apuração aprofundada senão estabelecer um juízo antecipado dos interesses corporativos, de grupos econômicos, nacionais e internacionais que representam, assim como um livra-cara das investigações em curso por desvios de conduta, corrupção de políticos e empresários.


Afirmam os cientistas políticos que “a política é um processo de convivência, que tem como principio condutor, uma linha ideológica que possa determinar a conveniência das alianças programáticas sem as quais é inevitável o desvio de conduta”. Assim, uma agremiação política com perfil definido pelo desenvolvimento ou pelo sentimento tradicional conservador ou mesmo edificado sob a égide da defesa de interesses de grupos, aglomerados econômicos ou para proveito pessoal, não encontram sinais de convergências ao produzir seus efeitos com vetores paralelos em opostas direções. E na realidade brasileira onde partidos sedimentados, cartoriais e ideológicos sentam-se para formatar estratégias de governabilidade, devem entender que tais procedimentos são frágeis e passageiros, prevalentes até o limite dos seus objetivos e interesses.


No governo, o Partido dos Trabalhadores buscou uma poupança para suportar os altos custos para manter-se no poder optando por métodos praticados pelos novos companheiros, os oportunistas de ocasião. Programas de investimentos, econômicos e sociais verticalizados foram à prática escolhida. Em seguida passou a considerar que poderia conduzir o capitalismo nacional, em um mundo globalizado. Engano de alunos precoces recém-credenciados para o magistério. Acreditaram ou foram induzidos a acreditar que as regras da elite e do capital eram flexíveis a ponto de descaracterizar seus fundamentos, a sua essência.


Não restam dúvidas que conquistas foram edificadas para os trabalhadores e as minorias, enquanto a conjuntura econômica internacional dispunha de gorduras e o incentivo ao consumo era atraente para o capital industrial, financeiro e de especulação, com forte influencia na elite da comunicação. No entanto os parceiros deixaram o barco (Observe as caras  do governo Temer, são as mesmas dos antes parceiros do PT) quando a especulação deixou de ser atrativa e os privilegiados sentiram ameaçados os confortos a custa da exploração de mão-de-obra, além da ameaça em conviver nos mesmos espaços ao lados de gestos e atitudes não consagrados na lista de etiquetas.

 

Em Camaçari não foi muito diferente, resguardando as especificidades da matriz social. Para chegar ao governo e se manter nos últimos anos, celebrou-se uma corrente de alianças e incorporou quadros divergentes ideológicos que inevitavelmente definiu a mudança de rumo. Quais foram os ganhos econômicos e sociais que se produziu a não serem os definidos e verticalizados pelo governo central ou por iniciativa de capitais que se aproveitaram de benesses fiscais? Aqui como no Brasil como um todo, em detrimento do fortalecimento da organização social e de classe? a opção foi o asfalto, o cimento e a areia que teoricamente beneficia às comunidades, no entanto responde a uma prática de lucros para as empreiteiras e oportunidade de negociações subterrâneas com grupos políticos ou individualmente com servidores públicos.

 

Perdemos a parada e não adiante chorar o leite derramado. A população ao ser beneficiada sem se constituir-se agente ativo da construção dos meios, não poderia se sentir parceiros, apenas beneficiários. Com os fatos as esquerdas poderão passar a compreender a necessidade de econvergências em suas agendas, facilitando o complicado entendimento entre as correntes. E ai, começar tudo de novo.Corrigindo-se.

Adelmo Borges  

 

Por: Portal Abrantes

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