O vereador de Camaçari, Gilvan Souza (PSDB), indicou na 2º sessão ordinária, realizada na manhã desta terça-feira (07/03), na Câmara Municipal, a instalação de um posto avançado do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), na costa do município. O Portal entrevistou o parlamentar que falou, dentre outras coisas, sobre o desenvolvimento do turismo na região, meio ambiente e retirada das barracas da faixa de areia nas praias da orla.
De acordo com o vereador Gilvan, a implantação de um posto do INEMA tem como objetivo garantir um desenvolvimento sustentável, integrado com o meio ambiente. “Temos uma cidade industrial, terceiro setor e turismo. O maior Polo Petroquímico do Hemisfério Sul, com uma cadeia de negócios e suas matérias primas, com 42 quilômetros de praia, com turismo de sol e mar, nossas dunas e com um parque municipal implantado. Então, essa unidade vai garantir que tenhamos fiscalização mais próxima, uma célula, porque somos uma cidade que tem características ambientais muito fortes”, explicou.
Na oportunidade o vereador pontuou que já existe uma relação estabelecida entre o município e o INEMA, e em especial, entre seu mandato e o órgão. “Inclusive podemos dar como sugestão para o Instituto tenha aqui em nosso município servidores residentes, para que não precisem se deslocar. Sugerir que dentro de um SAC existente em nossa costa, tenhamos um ambiente estruturado com essas pessoas, sem nenhum custo adicional de folha, para que nós consigamos implementar essa unidade. Existe ainda um passivo para ser garantido de manutenção, preservação e coibição da invasão e retirada de areias do Parque das Dunas Jauá/Abrantes, já implementado, que temos que dar ênfase, inclusive ver de que forma ele pode se tornar economicamente sustentável, porque para preservar tem que ter investimentos. O nosso turismo precisa ser inserido de fato na pauta econômica, para que aja investimentos, para que a gente tire o esgoto de praia, por exemplo. Então, tem uma gama de relações que a gente vai transversalizar para ter um posto do INEMA em nossa cidade e assim fortalecer a política ambiental”.
Falando em turismo, o parlamentar que já foi secretário da pasta no município, pontuou como o setor pode se desenvolver ainda mais. “O turismo nada mais é do que acolhimento, e eu entendo que a primeira coisa que devemos fazer é garantir o bem estar de quem mora em nossas comunidades, fazer esculta e com que ele tenha uma qualidade de vida melhor. Sendo assim, nós já temos o turismo de sol e mar garantido, porque nossas belezas naturais já trazem mais de 400 mil turistas entre novembro e fevereiro, um público flutuante muito grande, e essa estatística vem da própria concessionária CLN sobre o fluxo de veículos. Nós temos condomínios em nossa costa com acesso à praia, que entre janeiro a janeiro de um ano para outro, passam mais de 1.200 veículos. Então é o Brasil inteiro vindo pra cá, e sem dúvida alguma, precisa de um planejamento responsável e reserva de orçamento para investir. Temos que criar roteiros ambientais, estruturar melhor a vigilância sanitária, limpeza, fiscalização, para garantir primeiro essa frequência do turismo interno, porque nós somos turistas também e temos recebido a sede com mais frequência na costa. A própria sede e o turismo interno apontam essa melhoria, para que possamos ter o turismo com uma maior receita e talvez a melhor receita do município”, ressaltou.
Para o parlamentar, é importante tratar o turismo de forma integrada com outros municípios. “Temos a Costa do Coqueiro que é composta por sete cidades, o nosso turismo nunca é isolado em nossa cidade, ele começa de Lauro de Freitas, Camaçari, Mata de São João, Entre Rios, Conde e assim sucessivamente. Temos uma Câmara de Turismo, formada na época que fui secretário de Turismo. Ela compõe todos os secretários e turismólogos que cada cidade tenha, tem uma reunião periódica pra discutir essa política de turismo transversalizada com todas essas cidades, enfrentando as diversidades e as características de todos esses municípios, mas unidos e tendo coesão”, destacou.
Questionado sobre a ação de retirada das barracas da faixa de areia, em cumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado em 2009, o vereador pontuou que está envolvido nesta agenda junto ao poder executivo. “Estamos vivendo hoje uma polêmica muito grande, que se sustenta judicialmente, garantido com recurso jurídico, da Superintendência da União, do Patrimônio da União e do Ministério do Meio Ambiente. Uma política federal que já aconteceu em diversas cidades. Essa ação prorrogamos por outros governos, e estamos agora em mesa permanente, estamos tendo reuniões com representantes de barracas, com advogados homologados pelos barraqueiros, e com o governo, para a gente ver que caminho seguir, se faz a realocação, se paga indenização. Sem dúvida alguma, o objetivo também é pela responsabilidade social dessas pessoas que estão ali, mas efetivamente é preciso atender a ação judicial”, exaltou.





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