Em Camaçari, antecipando o período eleitoral para a sucessão municipal em 2024, agentes políticos satélites (com mandatos e apoiadores), diante das sinalizações de intervenções econômicas e sociais do governo Lula – PT e de Jeronimo -PT, a exemplo da retomada dos projetos Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, Luz para Todos e valorização do salário mínimo, articulam uma interlocução com a oposição (Luiz Caetano – PT e Ivoneide – PT) visando garantir um espaço para a reeleição e/ou eleição à câmara de vereadores, um cargo de primeiro, segundo ou terceiro escalão ou mesmo mão-no-saco. Não é novidade alguma na política brasileira. Fotos semelhantes ocorreram logo após declara a vitória de âmbito nacional e estadual.
Ao longo dos quase seis anos de mandato, Elinaldo não se determinou a evidenciar um nome para a sucessão. Inicialmente sinalizou com a possibilidade de Jorge Curvelo – UB, mas a pasta dirigida polo vereador licenciado não teve visibilidade. Durante o período o secretário municipal de saúde Elias Natan promoveu a implantação dos distritos sanitários, que contribuiu, com o êxito, no enfrentamento a pandemia do Covid-19 e implantou o “Fila Zero”, multidão para reduzir a demanda por cirurgias eletivas. Razões de preferências políticas inibiram as ações do responsável pelas políticas de saúde municipal.
O que temos observado é que o prefeito tem buscado aumentar sua popularidade, condição compreensível no seu primeiro mandato quando buscava a reeleição, no entanto, nesta fase em que terá que ser substituído por questões legais (a legislação não permite três mandatos consecutivos), Elinaldo não necessitava se notabilizar como figura central como ocorreu durante a campanha de 2022. Outra questão, resultante dessa postura é que os candidatos apresentados para a câmara federal e assembleia legislativa (Paulo Azi e Manoel Rocha) alcançaram apenas pouco mais de 10% dos votos válidos, no pleito. Os votos obtidos por ACM Neto não são possíveis contabilizar à influência eleitoral do prefeito, não só pela votação do candidato majoritário, como também pelo histórico politico do mesmo no município e na Região Metropolitana de Salvador. Assim, com a manifestação do secretário Helder Almeida - UB, vereadores Junior Borges e Flavio Matos em se colocar disponíveis para a sucessão, o quadro fica mais complexo.
Algumas vacinas já estão no cardápio governista a exemplo da criação de aproximadamente 200 cargos comissionados novos proposto pelo executivo e aprovado pela Câmara nos últimos meses, no entanto novas medidas devem está por vir em função do apetite, principalmente dos que foram preteridos até então pela administração municipal ou aqueles que foram atendidos parcialmente.
Em ocasião como esta, todos são bem vindos por caracterizar um sinal das possibilidades de êxito, assim possíveis pleitos e promessa são fruto das conversações. No entanto a questão é após o resultado das urnas e indicação dos cargos. Alguns poderão ser comtemplados dentro do acertado ou em menor escala, outros ficam sem a oportunidade desejada. Não há espaço para tantos nem confiabilidade em relação ao conjunto que se apresenta. Faz parte do jogo e os agentes políticos satélites conhecem o risco. O que prevalece é a necessidade de montar uma equipe para a governabilidade, que passou a ser uma preocupação dos executivos diante das prerrogativas que os parlamentos passaram a adquirirem poderes para formularem procedimentos de afastamento de mandatários por questões de improbabilidade administrativas, corrupção, a exemplo das ocorrências nos mandatos de Collor de Melo, Dilma Rousseff, alguns governadores e prefeitos que foram afastados temporária ou permanente dos cargos para o qual foram eleitos. Dai a necessidade de montar uma base partidária que possa dá sustentação as ações do executivo e obstruir tentativas, fundamentadas ou não, dessa natureza.
É lastimável que fatos dessa natureza passem a ser natural na vida política brasileira. Os eleitos deveriam ser pessoas de boa fé, conhecedores dos seus limites legais e constitucionais, assim como exercerem suas atividades dentro dos interesses da população.
Que DEUS e os Orixás nos protejam.
Adelmo Borges





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