A democracia brasileira tem passado por teste significativo que ameaça, mas, não encontra espaço para desfigurar a sua estrutura. Collor de Melo se apresentou com um salvador da pátria prometendo acabar com os marajás (autos salários) da república, modernizar a economia e abrir o país para a modernidade industrial/tecnológica. Não concluiu o mandato por ultrapassar os limites administrativos, políticos e jurídicos constitucionais. Jair Messias se apresentou como o ideal para implantar um governo sem os vícios da velha política (toma lá, da cá) e acabar com a corrupção.
Ao tomar posse buscou centralizar a gestão, condicionar todos os órgãos aos seus ditames aparelhando com militares todas as estancias governamentais, distanciando os órgãos de estado das suas prerrogativas. Culminou por se aproximar dos partidos denominados de “centrão” sob pena de ver seu mandato interrompido pelos inúmeros procedimentos de improbidade administrativa, ataque infundados democracia e aos poderes constituídos. Jair deu luz aos ideais da extrema direita, à ganância de setores empresariais, incentivou a devastação de florestas, garimpo ilegal e abusos às comunidades indígenas.
Jair foi embora e ao perder o fórum privilegiado responderá inúmeros processos na justiça comum, no entanto a direita faz um recuo estratégico buscando o fomento de novas oportunidades para ressurgir. Alguns extremistas chegaram a câmara federal e ao senado, no entanto, o oportunismo os levam a tentar ocupar o lugar de Jair e sustenta politico entre os que acreditaram na possibilidade de anulação do pleito eleitoral e/ou na possibilidade de um golpe.
Inicialmente se pensava que o pais esta dividido, com base no resultado eleitoral de 2022. Muitos dos que votaram no 22 tinha (ou tem) um sentimento antipetista. Esse sentimento tende a se dissipar (e já se percebe no campo político) se o governo Lula vier a obter sucesso no plano econômico e social que terá como consequência um ambiente de negócio favorável à população e aos empresários. Não há espaço para erro. Lula deve esquecer o governo Jair, deixa que a justiça se encarregue disso, e volta-se para a continuidade da articulação entre os poderes da federação (estados e municípios), entre os poderes da republica (legislativo e judiciário) e mentor dos debates importantes de natureza global (guerra Rússia X Ucrânia, proteção da biodiversidade, clima e comercio exterior a exemplo dos acordos comerciais com a China e Estados Unidos, além de consolidar a efetivação do MERCOSUL com a União Europeia).
Assim a população favorável aumentará o apoio e entusiasmo e os contrários passaram a ter um elemento de comparação entre as oportunidades de um governo humano-racional-progressista e os devaneios dos loucos oportunistas, com reflexos nas eleições municipais de 2024.
Que DEUS e os Orixás nos protejam.
Adelmo Borges





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