Na noite desta segunda-feira (09/01), um dia após o ataque de golpistas bolsonaristas ao Palácio do Planalto, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, 24 governadores, 2 representantes de estado e a governadora em exercício do Distrito Federal, que participam do fórum de governadores, se reuniram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para tratar de ações conjuntas contra atos golpistas, criminosos e antidemocráticos. Ministros, outras autoridades políticas e da Justiça, também participaram do encontro, encerrado com uma visita a parte dos prédios depredados.
Em seu discurso, o presidente Lula informou que quase 1.500 manifestantes estão presos na Polícia Federal (PF), em Brasília, e que permanecerão detidos até que o inquérito seja concluído. “Não vamos parar de investigar esses que possivelmente são vítimas, que são massa de manobra, que receberam ajuda, lanche e comida pra vir aqui protestar, porque os mandantes certamente não vieram aqui. E nós queremos saber quem financiou, quem custeou, quem pagou para essas pessoas ficarem tanto tempo aqui e vocês sabem que sou especialista em acampamento, sou especialista em greve, sou especialista em um monte de coisa, e não é possível um movimento durar o tempo, eles duraram nas portas dos quarteis por tanto tempo sem financiamento, sem alguém garantindo o pão de cada dia, o café, o almoço e a janta”.
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O presidente destacou que a ação terrorista foi uma afronta a democracia. “Foi muito difícil para vocês e para mim conquistarmos a democracia desse país, foi muito difícil a gente fazer com que a Constituição fosse uma carta cidadã respeitada por todos nós, foi muito difícil a gente conquistar o direito de manifestação nesse país, e a gente quer continuar tendo esse direito. A gente não precisa gostar um do outro, a gente precisa se respeitar, a gente precisa apenas aprender a conviver democraticamente na diversidade”.
Antes do presidente Lula, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), falou sobre o apoio e solidariedade do fórum de gestores estaduais. “Somos contra a esse ato em desagravo aos poderes constituídos no Brasil. Ao Poder Executivo, ao Poder Judiciário Brasileiro, e ao Poder Legislativo. É importante ressaltar que o fórum se reúne respeitando as diversas matizes políticas que compõem a pluralidade ideológica e partidária do nosso país, mas todos temos uma causa inegociável que nos une, a democracia”.

A presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Rosa Weber, pontuou que o STF foi duramente atacado, mas que já tem uma data para o retorno dos trabalhos. “O interior do nosso prédio histórico foi praticamente destruído, em especial o nosso plenário. Esta simbologia a mim entristeceu de uma maneira enorme, mas quero assegurar a todos que vamos reconstruí-lo e que no dia 01 de fevereiro daremos início ao ano judiciário, como se impõe o poder judiciário, independente e guardião da nossa Constituição Federal”.
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Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, disse que a caminho de Brasília no domingo (08), assistiu os ataques atônito. “Uma Casa que sempre esteve aberta e sempre estará aberta para o povo brasileiro, nunca se renderá a vândalos e terroristas”, exaltando que todos vão se esforçar para que os responsáveis pelos atos criminosos sejam “exemplarmente punidos e para que isso jamais se repita no Brasil”.
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O presidente do Senado em exercício, Veneziano Vital do Rêgo, ressaltou que o ato terrorista foi um capítulo na história do Brasil que não deve ser esquecido, e que o país deve permanecer vigilante. “Não podemos deixar de punir aqueles que mais uma vez ousaram em atentar contra as nossas instituições, contra a nossa democracia, e por consequência contra a nossa sociedade. O Senado Federal vai estar amanhã se reunindo, mesmo que sem portas, mesmo em meio aos destroços, vamos nos renuir para debatermos e deliberamos, nós não nos ajoelharemos”, exaltou.






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