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Camaçari

Papo Aberto, Papo Reto com a nova presidente do Sindicato dos Professores de Camaçari, professora Sara Santiago

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Foi eleita, na noite da última quinta-feira (17/11), a nova presidência do Sindicato dos Professores e Professoras da Rede Pública de Camaçari (Sispec). O Portal conversou com a presidente, a educadora Sara Andrade, em um papo Aberto, Papo Reto, para saber sua história, o pleito eleitoral, próximos passos da entidade e planos futuros.

Natural de Feira de Santana, Sara mora em Camaçari desde 2005, após passar no concurso público. Licenciada em Educação Física e Ciências Biológicas, a educadora leciona atualmente na Colégio Marquês de Abrantes, no distrito de  Abrantes.

Sara contou ao Portal como foi a sua entrada na Chapa 1. “Foi uma construção, conseguimos identificar quais os professores dentro da categoria que tinham representatividade, aqueles com espirito de liderança, que participavam muito da luta. A chapa estava sendo construída desde o início do ano, no entanto, eu não era uma candidata na chapa, ela estava aberta a coletividade, mas durante a construção buscamos pessoas que os professores olhassem e dissessem ‘fulano me representa, cicrano me representa’, e meu nome foi um consenso, o grupo escolheu e eu acolhi”.

Para Sara, a presidência do Sispec é uma missão. “O sindicato é uma responsabilidade muito grande, porque ele não só trabalha com os professores, trabalha também com a comunidade, porque qualquer movimento ou ação do sindicato e do professor, impactam diretamente na comunidade de Camaçari. Eu acredito muito na luta coletiva, e esse foi o primeiro motivo que me fez aceitar a presidência, o resgate de uma luta coletiva. O sindicato pertence a um todo, e isso é muito importante. A categoria precisa olhar para o sindicato e se sentir representada”.

Os desafios de estar a frente do Sispec são grandes, de acordo com Sara. “Precisamos reconstruir o sindicato, reconstruir a sua credibilidade, organizar as ações, porque elas precisam estar pautadas em um estudo direto da necessidade da educação do município. Nós vamos sentar com a Secretaria de Educação e seremos propositivos, na mesa vamos dizer qual é o caminho, vamos dizer o que precisamos, vamos querer saber como funciona, o que eles oferecem. O sindicato não pode esperar que venha, ele tem que levar a proposta, e na mesa vamos negociar o que é interessante para a categoria, e consequentemente para a comunidade. Vamos estar presentes nas escolas, vamos ter uma relação direta com os professores, uma de nossas propostas é a ouvidoria, justamente para ouvir o professor, ouvir a comunidade, os problemas, as necessidades e levar para a Secretaria de Educação”.

Sobre a diferença de voto em relação a chapa adversaria, a presidente acredita que além da falta de representatividade, existia um desgaste que a atual diretoria vinha sofrendo ao longo do tempo. “A categoria é sábia, ela sabe o que ela quer, e ela buscou na Chapa 1 o sentimento de renovação das ações do sindicato, e tenho consciência que assim como a categoria apoiou a nossa Chapa, a categoria vai cobrar, e tem esse direito. O Sispec não pertence a um, a dois ou a um grupo, ele pertence aos filiados primeiramente, e a toda categoria”.

São dois mil professores na rede e apenas pouco mais de 600 filiados, para mudar essa realidade, a nova diretoria pretende discutir pautas além da questão salarial. “Nós temos as nossas propostas, que é aquilo que o sindicato efetivamente pode fazer, vamos trabalhar através do diálogo, da acolhida, do planejamento, do estudo das leis, do que o município pode oferecer e não pode, da fiscalização. O outro ponto é a luta, que é aquilo que quem tem a caneta é que pode oferecer, e essa luta perpassa sim pela valorização profissional, porque isso é importante, afinal são seis anos sem reajuste salarial digno, porque 1,88% não quer dizer muita coisa, então o professor está sofrido, com achatamento do seu plano de carreira, nós temos profissionais na rede de excelência que precisam ser valorizados profissionalmente como tal, isso é um ponto, o outro ponto é na valorização da condição de trabalho, que também beneficia o aluno e a comunidade”.

Em relação as greves e paralizações da categoria, suspendendo as aulas para pressionar o governo, Sara disse que sempre vai buscar primeiro o diálogo com o executivo. “A nova diretoria tem uma qualidade técnica e vai fazer um estudo sobre as necessidades do município. Vamos sentar na mesa, falar qual o problema, como podemos solucionar e precisamos saber o que o governo tem para oferecer. O governo tem que trazer uma proposta, ele não pode ignorar as nossas queixas. Se o governo tensionar, aí a gente vai para a luta, mas vamos com respaldo da comunidade, e os meios de comunicação serão importantíssimos nesse processo, porque a população precisa saber o que está acontecendo. Professor não gosta de greve e nem de paralização, porque depois tem que pagar aos sábados, na verdade a greve é uma atitude extrema”, ressaltou.

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