As mortes das duas pessoas com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), causada pela infecção Encefalopatia Espongiforme Transmissível Humana na Bahia, este ano, não tiveram relação com o consumo de carne contaminada pela Encefalite Espongiforme Bovina – popularmente conhecida como "vaca louca".
A informação foi divulgada na tarde desta segunda-feira (10), pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As principais formas clínicas da DCJ são:
Esporádica: Ocorrem na maioria dos casos (85%) e não tem uma causa ou fonte infecciosa conhecida, nem relação de transmissibilidade comprovada de pessoa a pessoa.
Hereditária: Acontecem por mutação hereditária, decorrente de uma mutação no gene que codifica a produção da proteína neurodegenerativa rara.
Latrogênica: Acontece como consequência de procedimentos cirúrgicos (transplantes de dura-máter e córnea) ou por meio do uso de instrumentos neurocirúrgicos contaminados.
Variante da Doença de Creutzfeldt–Jakob (vDCJ): É uma outra doença neurodegenerativa rara, que está associada ao consumo de carne e subprodutos de bovinos contaminados com Encefalite Espongiforme Bovina (Doença da “Vaca Louca”).
A Secretaria Municipal de Salvador (SMS) também se posicionou sobre a situação e informou que o período de incubação para manifestação desta doença pode prolongar-se por até 30 anos, mas a evolução ao óbito geralmente ocorre entre seis meses e dois anos do início dos sinais e sintomas.




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