Reta final para o pleito majoritário de 2022 o destaque figura as redes sociais e as pesquisas divulgadas por diversos institutos. As pesquisas refletem o diagnostico do momento e retrata o sentimento dos 193 milhões de eleitores aptos a votar em diversos extratos e ângulos, utilizando-se dos recursos tecnológicos e científicos para se aproximarem da fidelidade das escolhas. As redes sociais trilham o cominho do prognóstico, onde de maneira espontânea, através de suas publicações, marcações e compartilhamentos o cidadão deixa claro suas posições e intenção de apoio a uma proposta, um candidato.
As estratégias que orientam os pleiteantes a cargos públicos – candidatos - tomam por base as análises das pesquisas para identificar as categorias para direcionarem suas campanhas, captando os interesses por temas em identidade com os diversos seguimentos sociais, assim como a linguagem de abordagem característicos como vetor de melhor proveito dos seus objetivos. Nas redes sociais exibem temas abordados em suas caminhadas e encontros no sentido de ampliar a repercussão dos fatos e assim divulgar para um público maior, não só o sentido de suas falas/ conteúdos, como passar a emoção e reação do público participante.
As pesquisas definidas em números de base estatísticas não alcançam a totalidade do publico a não ser para comentários e possíveis posicionamentos dos que são apontados como líder do embate, muitas vezes sem busca da progressividade dos percentuais ao longo de um período, tais como sem internalizar o quanto representa cada ponto percentual de um total de eleitores, seja por categoria de gênero, religião, idade, escolaridade ou ideologia política.
Com a aparição da internet, o eixo da informação que antes se dava através do rádio e da TV o conteúdo político/eleitoral, com a intercessão dos comentaristas, apresentava uma proposta didática que estimulava e influenciava a decisão, estabelecendo assim, os meios tradicionais de comunicação como um poder paralelo capaz de definir um resultado. Com a popularidade das redes sociais, as informações são taxativas com direção objetiva e recursos tecnológicos que pode expressar a verdade ou não e assim retirar da pauta o debate político genuíno se situando no interesse de ocasião.
Queiramos ou não, o que se observa nas campanhas é um processo puramente eleitoral sem que a manifestação de ideias pouco se manifeste causando um grave e preocupante crescimento de analfabetismo político ideológico em relação as reais necessidades e ansiedades da população em relação a politicas publicas que possibilitem atentar para o desenvolvimento econômico, definição de políticas fiscal, criação de oportunidades de emprego e renda, acesso e promoção educacional, saúde e promoção social. São coisas dos nossos dias. A falta de informações de qualidade e expressão da verdade se volta para produzir cidadãos alienados, radicais e apaixonados por retóricas de qualidade inferior, tais como flexibilização da utilização de armas e conquistas de princesinhas com atributos sexuais.
Que DEUS e os Orixás nos protejam.
Adelmo Borges





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