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Camaçari

“A capoeira está espalhada pelo mundo”, ressalta com orgulho Mestre Baiano em entrevista ao Portal Abrantes

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Fundador do Grupo Engenho, Mestre Baiano aos 76 anos se prepara para participar da 13º Edição do Camaçari Open de Capoeira, que começa dia 03 de agosto, data em que se comemora o Dia do Capoeirista, e segue até dia 07. Em entrevista ao Portal durante intercâmbio realizado na última quarta-feira (20/07), no Centro de Treinamento (CT) em Vila de Abrantes, ele falou de suas andanças pelo mundo divulgado o esporte.

Mestre Baiano conta que sua história com a capoeira começou aos 12 anos, no grupo do Mestre Cangiquinha da Bahia. “Fui para a Marinha, morei no Rio de Janeiro por 53 anos, e por todo esse tempo eu realizei um trabalho de valorização da capoeira, da cultura afro, sou formado inclusive em dança afro. Em 01 de janeiro de 1970 fundei o Grupo Engenho no bairro da Tijuca [RJ], dentro de um clube da Maçonaria, apesar de não ser Maçon”.

Com um currículo invejável de viagem, com passagem por 50 países, Mestre Baiano já se apresentou para figuras públicas importantes. “Fiquei sete meses nos Estados Unidos e me encantei com a educação da população, com as coisas mais modernas, o respeito as regras, além de conhecer cidades muito bonitas. Fiz show na Casa Branca, já conheci a Itália, Marrocos, na Arábia fiz shows até em palácios. Já me apresentei para o Papa, no aniversário da Rainha da Holanda, já me apresentei para o Príncipe Charles e a princesa Diana”, pontuou.

Em meio as lembraças dos lugares por onde passou, Mestre Baiano ressalta a evolução do esporte. “Hoje a capoeira é muito mais rápida, embora ainda precise de tempo para amadurecer. Mas o corpo hoje desenvolve muito mais rápido, porque os exercícios são mais modernos, estudados. A capoeira é o maior divulgador da língua portuguesa, porque ela está em mais de 170 países e para aprender capoeira é preciso aprender o português para cantar as músicas. A capoeira está espalhada pelo mundo”, exalta.

Pai do Mestre Grandão, Mestre Baiano se orgulha do legado que vai deixar como entusiasta, divulgador e valorizador da capoeira. “Se pudesse voltar no tempo eu viveria tudo de novo. A vida atual é boa, mas dar muito trabalho. Deixo um legado de vários mestres no Rio de Janeiro e em vários outros estados. Levei essa cultura da gente para muitos lugares, minha família, e meu filho Grandão está levando essa cultura agora realizando um trabalho com muito brilhantismo. Aqui hoje temos vários graduados e se depender do Engenho a capoeira vai estar sempre subindo, sempre para frente”, finalizou.

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