Os estudiosos identificam e a Organização Mundial da Saúde ratifica que no período de dois anos (2020 -2021) em que os alunos deixaram de frequentar aulas presenciais e/ou remotas podem produzir drásticos prejuízos a formação e o aprendizado de crianças, jovens e adolescentes, no mundo e no Brasil.
A escola não se constitui apenas um centro de conhecimento, também a oportunidade dos primeiros contatos sociais e interativos das crianças, a percepção das diferenças entre os seres, assim como os princípios da convivência em grupo para os jovens e o despertar dos fenômenos fundamentais e vitais da natureza para a sobrevivência humana para os adolescentes. Assim o ambiente escolar não se resume apenas na estrutura física planejada para a funcionalidade da edificação, mas, na capacidade do professor em se comportar com um instrumento de orientação para a formação cívica, moral e intelectual dos indivíduos com base de uma pedagogia despertadora de interesses individuais.
Em um cenário de desigualdade socioeconômica submeter esse público a um recesso de 24 meses (aproximadamente 500 horas) sem o contato interpessoal, sem o estimulo da curiosidade para com o novo, sem um elemento orientador e motivador do conhecimento como produto essencial para a formação do indivíduo, nessa fase, poderá vir a ser caracterizado como um prejuízo para as próximas década que necessitará de pensadores e executores capazes de promoverem o desenvolvimento de modelos e formas de propiciar ferramentas que a humanidade necessitara para o enfrentamento dos desafios futuros com o auxílio que a ciência e a tecnologia, em diversas áreas.
Nesse contexto o que os estudiosos exemplificam são as condições dos elementos vulneráveis ao acesso de uma alimentação satisfatória para o desenvolvimento físico e intelectual, recreação em espaços adequados, orientação capacitada, assim como assistência psicológica para minimizar os efeitos dos traumas e sequelas causados com a perda de familiares e pessoas próximas, aliada a fobia em relação a possibilidade do alcance do processo viral. Tem a se observar que no universo do alunado, notadamente das escolas públicas, o que representa a merenda escolar para 80% dos matriculados que não dispõem de equipamentos (smartfone e/ou computadores) tão pouco foram orientados para adequadamente em relação ao uso, assim como os redutos familiares formalizam condições e disciplina para manutenção do aprendizado.
O desafio que se apresenta, então, é encontrar meios socio-psicológico-pedagógico para minimizar o problema no sentido de reduzir os prejuízos e perdas num cenário de redução drásticas das verbas destinadas à educação básica, dos centros de pesquisas e desenvolvimento tecnológicos, formação e especialização de professores e coordenadores pedagógicos, mais ainda, atualização e reequipamento dos centros de qualificação profissional. O esforço deve ser grande e o espirito publico na condução do processo é nobre quando se trata de seres humanos que se destinam a produzir, no futuro, os meios para uma vida digna no planeta terra.
Que DEUS e os Orixás nos protejam
Adelmo Borges





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