Os resultados do programa “Cultura Todo Dia” implantado em Camaçari no ano de 2017, até esta terça-feira (31/05), foram apresentados pela secretária de Cultura (Secult) do município, Márcia Tude, durante Audiência Pública sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2023. A gestora destacou que a pasta diariamente trabalha para desenvolver ações que garantam o direito a cultura, previstas na Constituição Federal, na Lei Orgânica Municipal e nos inúmeros pactos dos quais a cidade é signatária.

A secretária dividiu o programa em duas fases, onde na primeira foi a abertura das "portas de todos os equipamentos culturais para a população” e a segunda se refere a qualidade do serviço prestado. “Existem seis subprogramas, e cada um é responsável por um equipamento público, e por ações especificas”. São eles Camaçari Cultura Todo Dia, Trilhos da Memória, Vamos Ler Camaçari, Camaçari Tem Cena, Camaçari Nova Cultura e Camaçari Cidade Cidadã.
Ao final da apresentação a gestora disse que “saia com a sensação de ter feito o dever de casa”, porque até a oposição reconheceu que as metas e prioridades para 2023, atendem aos anseios da população. “Isso significa que a gente escutou o Conselho, ouviu a comunidade e a gente está fazendo aquilo o que é desejo da população, e o mas engraçado é que esse desejo está muito conectado com a realidade, porque é exatamente disso que a cultura precisa. A população não brada por nada, ela reclama com conhecimento de causa, e o programa visa atender essas questões que foram levantadas não só pela nossa gestão, mas que vem sendo implementadas desde que se implantou uma coordenação de cultura”, ressaltou.
O agente cultural Marcelo Ricardo, conhecido popularmente como Mutakani, avaliou positivamente a audiência. “Momento importante para a cidade, mas senti falta de algumas pessoas aqui, políticos, entidades organizadas, para que a gente possa levar para o lugar onde estamos inseridos o debate sobre a LDO. Aqui é o momento de planejar, para depois ter a grana e depois executar. Agora não adiante depois que passar esse momento, chorar mais. Essa é a hora de fazer enfrentamento, de concordar, de influenciar, é agora que a gente garante a política que fomentamos, discutimos e debatemos na sociedade onde estamos inseridos”, disse.

O também agente cultural João Borges chamou a atenção para a falta de valorização e investimentos voltados para questões raciais. “Não posso fazer um aprofundamento sobre as condições de orçamento, porque não li o documento com propriedade, e o que me salta os olhos não é algo do ponto de vista negativo dessa gestão, ou da outra, mas de todas, desde que os Portugueses invadiram aqui, que é a falta de dinheiro para ações voltadas para a igualdade racial e combate ao racismo. Entendo que política pública tem duas vertentes básicas na minha opinião, que é recurso e vontade de fazer. Quando se tem recurso e não tem vontade não acontece, mas se tem vontade e não tem recurso você trabalha para captar. Mas existe uma ferida crônica sobre esse tema”.





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