O ex-presidente do Partido Progressista (PP) de Camaçari, Ari Barbosa foi um dos convidados do ambientalista Rivelino Martins em seu evento de aniversário e encontro de gerações, realizado no último sábado (07/05), em Arembepe. O Portal fez um Papo Aberto, Papo Reto com essa figura emblemática, conhecida por uma trajetória política de opiniões fortes, embates, rompimentos e luta.
Sobre o evento cultural e de preservação da história de Arembepe, realizado por Rivelino, Ari destaca que “a cultura é a essência de um país”. “Aqui estamos vendo a cultura nativa, os índios, a chegança, o samba de roda, isso aqui não pode se perder ao longo do tempo, porque a internet veio, as redes sociais estão aí, mas a cultura é ancestral, a gente tem que continuar, perseverar e dizer que essa cultura é nossa e temos que tomar conta. Conheço Arembepe desde 1978, e Rivelino é um amigo de muito tempo. Me apaixonei por esse lugar e os amigos de verdade nunca abandonamos, é preciso que essa iniciativa dele se reverbere por Abrantes, por Barra do Pojuca, por Machadinho, pelo município como um todo, e que tenha o apoio da Prefeitura, que a Secretaria de Cultura apoie essas inciativas populares porque tudo tem custo, não existe nada 0800, as pessoas veem para prestigiar Rivelino, a cidade, a localidade de Arembepe e isso precisa ter apoio da iniciativa privada e do poder público”.
Ari, que assim como Riveleino, é ambientalista, defende a implantação de uma Secretaria de Meio Ambiente. “Quando a gente vai para fora, diz que mora em Camaçari e que aqui não tem uma Secretaria de Meio Ambiente. Tem que ser uma pasta integrada com a cultura e o turismo. Primeiro tem que existir uma secretaria para depois existirem as leis de meio ambiente. E porque digo isso, porque através de uma secretaria a prefeitura tem como buscar recursos públicos do estado, da União e de fora do país. A secretaria não vai ser cabide de emprego não, vai gerar renda para o município, recursos e dinheiro, porque o turista só vem em lugar que tem segurança, com praias limpas, rios limpos, com uma cultura dessa belíssima, eles trazem os dólares, os euros. Gramado por exemplo vive o ano inteiro da renda do turismo e vive bem. É um conjunto de ações que deveriam ser pensadas por essa ou outras gestões, sempre pensando no bem estar da população”.
Sobre os processos que moveu contra vereadores e suplentes de Camaçari, Ari explica que nenhum foi pessoal. “Não foi um processo contra Val Estilo, foi contra 12 vereadores, mas é porque o dele foi apartado dos outros, porque os crimes que ele cometeu eram diferentes dos que os outros cometeram, não foi nada pessoal contra ninguém. As pessoas têm que entender que na política se joga com as armas que tem. O governo jogou com muita cesta básica na rua e muito dinheiro em boca de urna, e a gente jogou com a justiça, a lei foi feita não para inventar, mas para punir. Quem cumpriu a lei não responde, quem descumpriu responde. A maioria dos vereadores tem mandato e respondem, só Leo e Vaninho que são suplentes deles. O processo de Jorge Curvelo está inclusive atrasado porque quando ele foi citado estava de covid no hospital. A pandemia fez atrasar os processos”.
Ari que se desfiliou recentemente do Partido Progressista, diz que já recebeu o convite de vários partidos, e que sua saída do PP se deu por conta da falta de apoio da executiva estadual. “O Partido não defende uma pessoa, defende várias pessoas. E João Leão esqueceu de combinar com a gente. Ele tem muita experiência política, mas a mágoa que ficou do grupo político que ele fazia parte foi grande demais, ele pensou com o coração e não com a razão. Boa parte do partido não apoiou a decisão dele. No caso de Camaçari faltou diálogo, mas é vida que segue, o PP ficou para trás. Estou inclinado a ir para o PV, pela causa ambientalista, eu sou um ambientalista por convicção, mas ainda não batemos o martelo, e não sou candidato a nada”.
Ari participou das campanhas para prefeito de Luiz Caetano, Ademar Delgado e de Elinaldo, mas não fez parte dos governos deles por muito tempo. “Antes e durante a campanha sou muito querido, depois que passa a campanha, só lembram de mim na campanha seguinte, isso aconteceu com Caetano, isso aconteceu com Ademar Delgado e isso aconteceu com Elinaldo. A gente deu o sangue na primeira campanha de Elinaldo, não tinha o recurso que teve agora, todas as reuniões eram feitas lá em casa, os partidos todos foram fechados lá em casa, a gente ajudou Elinaldo muito, mas depois que passou a eleição esqueceu, nem amigo virou mais, virou até inimigo ao emitir minha opinião", explica. Ari conta que rompeu com Ademar por ele basicamente não implantar a Secretaria Meio Ambiente e com Caetano por ele esquecer dos “correligionários” após ir para o estado. “O pessoal parece que tem mal de Alzheimer”, ressalva.
Sobre o título de polêmico que ganhou no meio político, Ari descorda e diz que é verdadeiro. “Eu não sei dizer ao prefeito Elinaldo que está tudo bem porque não está, está tudo ruim. Como a Arena Fonte Nova é demolida e reconstruída em dois anos e seis meses, e o Campo do Tudão com dois anos e três meses não se sabe quando vai inaugurar, não tem previsão. Temos uma praça para inaugurar em Abrantes que está há um ano e seis meses em reforma, se eu estivesse no governo iria dizer que ele estava errado. Um amigo de verdade diz que está tudo bem e tá tudo ruim também. Eu fui amigo de Elinaldo de verdade, quando todo mundo chamava ele de bicheiro, de presidiário, eu fui um dos que estavam defendendo”, contou.





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