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Camaçari

Camaçari ganha "Dia do Teatro da Solidão Solidária" após aprovação de PL na Câmara de Vereadores

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O dia 5 de junho em Camaçari agora é o "Dia do Teatro da Solidão Solidária", após a Câmara Municipal aprovar na sessão ordinária desta terça-feira (29/3), o Projeto de Lei (PL) nº 004/2022, de autoria do vereador Gilvan Souza (PSDB). A matéria passou pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cultura, Desporto e Lazer da Casa, antes de ir para votação.

O autor da matéria fez um breve registro sobre a história do ator, diretor e poeta Ivanildo Antônio, que é criador do projeto Teatro da Solidão Solidária, exaltando o “trabalho inteligente e de referência” ao levar inclusão social através da arte. “Ele faz o resgate da autoestima e do autoconhecimento. Ele fez o caminho contrário, ele não veio do mundo para Camaçari, ele saiu de Camaçari para o mundo. E sua missão é simples, é promover meios que facilitem o conhecimento das pessoas para ser uma inclusão plena na sociedade, e fazer arte resgatando vidas e dando oportunidades é muito difícil, porque fazer arte e conceituar politicamente com projetos na federação, no estado e no município é muito mais difícil, porque a impressão que temos é que arte não faz parte da nossa vida, logo então sabemos que nossa vida é uma arte, é um desafio diário de inteligência, oportunidades, de convivência, aprendizado e ele de maneira coletiva conseguiu fazer vários ‘Ivanildos’”, ressaltou.

Bastante emocionado, Ivanildo Antônio assumiu a tribuna e relatou que o ex-vereador Teo Ribeiro tinha o desejo de apresentar a matéria, “mas que pediria a um amigo/irmão com muita sensibilidade”, para ser o autor do projeto. “Muito obrigado, quero agradecer a Casa e a todos os vereadores individualmente pela sensibilidade em aprovar”, disse.

A data [5 de junho] foi escolhida para celebrar o “Dia do Teatro da Solidão Solidária”, por ser o aniversário de Ivanildo Antônio, uma forma de reconhecimento a toda sua contribuição na cultura em Camaçari. Na oportunidade ele relembrou como tudo começou. “No dia 11 de junho de 1990, quando deixei Camaçari para ir para São Paulo, tentar batalhar por minha carreira, eu não tinha dinheiro nem para comer durante a viagem. Quando o ônibus fazia paradas e as pessoas desciam para almoçar ou jantar, eu permanecia dentro do ônibus. Mas no segundo dia eu já não aguentava e já tinha registrado 30 livros do primeiro livro que publiquei, o “Eu sonhador”, da gráfica Santa Fé do meu irmão Carlos Henrique, que aqui está [gratidão querido, você foi muito importante para a minha vida], então eu chegava para o garçom e dizia ‘amigo eu sou um poeta de Camaçari, sou um poeta da Bahia e estou indo para São Paulo batalhar minha carreira, você poderia trocar esse livro por um prato de comida? Quando eles trocavam eu comia, quando não eu seguia viagem”, contou em lagrimas.

Ivanildo conta que depois de 10 anos em São Paulo, iniciou sua pesquisa para a criação do Teatro da Solidão Solidária. “Foram 20 anos de pesquisas e 10 deles no Brasil, onde passava 10 dias por ano dormindo embaixo de pontes, marquises e praças, com pessoas em situação de rua, para entender o que era a solidão humana, e como eu poderia ajudá-los depois que eu saísse da pesquisa. Fui ampliar os estudos nos Estados Unidos, na Europa com refugiados de guerra e imigrantes. Hoje o método está em 20 países da Europa, África, América Latina, Estados Unidos e Japão. Ser homenageado por vocês é uma honra, vocês não têm ideia da minha alegria e gratidão”, mencionou.

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