O Portal Abrantes teve um Papo Aberto, Papo Reto com secretário de Governo (Segov) de Camaçari, José Gama na última terça-feira (22/03), durante a abertura dos trabalhos legislativos de 2022, da Câmara de Vereadores. Na oportunidade o gestor falou de política, relação entre os poderes, enfrentamento da pandemia da Covid-19, eleições presidencial e estadual, além de opinar sobre as manifestações que aconteceram na Casa em meio aos pronunciamentos do chefe do executivo e do legislativo.
De acordo com o secretário é de suma importância manter uma relação cordial e de parceria entre os poderes, para que a população tenha suas demandas atendidas, independente de lados, ideologias e cores. “A Câmara Municipal, através das gestões que passaram e da atual, não se negou em momento algum em discutir os temas de interesse da sociedade de Camaçari, na aprovação de leis, dos projetos, de forma a estar sempre juntos, no sentido de dizer que a cidade é resultado desse entendimento entre todos os poderes e a população”, disse.
Para José Gama, o poder executivo precisou se reinventar no enfrentamento da pandemia, sem deixar de lado a política. “A gente tem que entender a realidade que se impõe. Em 2020 e 2021 fomos acometidos pela pandemia, e com uma realidade nova a nível de mundo, visto que a última pandemia foi há 100 anos e nossa geração não tinha visto uma pandemia ainda, então a gente teve que se adaptar a toda uma realidade de vida pessoal, familiar e social, e nessa realidade fazer gestão pública não é fácil, porque a cada momento é preciso se reinventar, buscar novos caminhos, e nesse processo inteiro é preciso ter foco na defesa da vida, da gestão pública, sem esquecer a sobrevivência política, até porque a política é quem traça caminhos para que a gente chegue a um modelo de gestão, de governança”, destacou.
Sobre as eleições presidencial e estadual, o secretário pontuou que a população está atenta a esses pleitos. “Estamos em 2022 onde as esperanças na economia se renovam para que possamos tocar nossas vidas e teremos eleições, onde o plano nacional e estadual serão discutidos, renovação no congresso nacional com Câmara Federal e senadores, então é um momento que a sociedade tem que está muito atenta nessa linha do que quer para o amanhã, o que pensa para o futuro, e nessa perspectiva é balizar para que tenhamos a consciência tranquila a titulo de 'como cidadão o que eu vou escolher para o país, para o estado e aquilo que Camaçari precisa', porque essa parceria tem que ser fortalecida, tem que ser entendida como vetor”.
Enquanto a sessão de abertura dos trabalhos legislativos era realizada, acontecia do lado de fora duas manifestações, uma delas de servidores públicos cobrando aumento de salários e outros benefícios. “A gente precisa encarar algumas situações e palavras que não são mágicas, mas que são do nosso dia a dia, o respeito e responsabilidade. Respeitar a democracia e o direito de cada um, de sindicatos e de categorias. Não podemos imaginar um sindicato que não reivindica, uma entidade que não briga pelo seu grupo, não podemos imaginar as pessoas não defendendo seus interesses, agora a responsabilidade da gestão é sentar e falar a verdade com transparência, porque os interesses de cada grupo isolado vão de encontro com um interesse maior, que é o conjunto da sociedade, de manter funcionando a iluminação pública, a limpeza, o social, a saúde e o funcionalismo sendo pago em dia. Eles têm direito, é licito, é salutar, é válida a reivindicação, mas quando você analisa a máquina pública federal ela está em débito com o servidor público, assim como a máquina estadual e nós também temos o mesmo problema em garantir esse direito reconhecidamente já conquistado. Porém nossa realidade econômica as vezes dificuldade essa vontade e esse desejo. Mas a conversa é sempre necessária”, exaltou o gestor.
A outra manifestação foi do setor de entretenimento e artístico de Camaçari, que pedia a extensão do auxílio emergencial. “Sabemos que essa classe foi a primeira a parar e será a última a retornar. A gente acata essa manifestação, acata essa pauta, porém não podemos nos manifestar de forma política de que a coisa vai se resolver com tranquilidade, precisamos ter uma pauta mais robusta, mais discutida, porque não é uma cesta básica que vai resolver os problemas dos artistas”, explicou o secretário José Gama.



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