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Camaçari

Prefeito de Camaçari recebe motoristas de ligeirinho e afirma que vai “seguir o que determina a lei”

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Na manhã desta segunda-feira (10/01), motoristas que fazem o chamado “ligeirinho” em Camaçari, tipo de transporte público não regulamentado, realizaram uma manifestação pelas ruas da cidade em protesto contra a atuação da Superintendência de Trânsito e Transporte (STT) do município. Eles acusam o órgão de "perseguição".

Durante o lançamento oficial do Programa Fila Zero da Sesau, os manifestantes souberam da participação do chefe do executivo e buscaram uma posição do gestor, que agendou uma reunião para a tarde com a categoria na Prefeitura Municipal. Marcaram presença mais de 100 motoristas, vereadores e o superintendente da STT, Coronel Castro.

O represente da categoria, pastor Cláudio Lima, abriu a reunião falando da insatisfação dos ligeirinhos, que de acordo com ele estão sendo “perseguidos em massa” pela STT. “Nós damos apoio ao transporte que não tem, e no momento da pandemia nós tiramos o carro da garagem, corremos risco de sermos contaminados, e hoje estamos sendo perseguidos de uma forma covarde. A categoria entende a blitz, nós respeitamos a abordagem, mas o que está acontecendo é que a STT está parando os carros em movimento, mandando passageiro descer no meio da rua e isso não foi uma, nem duas, nem três vezes, foram várias. Nós suportamos até um certo limite, mas agora não dar mais”, pontuou.

Outros manifestantes também opinaram, a exemplo da presidenta da Cooper Brasil, Michellayne Gomes, que exaltou o importante papel do ligeirinho na economia local. “Estamos investindo na cidade, e é melhor a gente ajudar do que vim um forasteiro ganhar dinheiro aqui e não investir aqui, levando o nosso sustento". Na oportunidade ela ainda deu exemplo de um caso onde uma idosa precisou sair do carro durante uma ação da STT.  "O que a gente quer é que olhem mais para a nossa categoria, a gente tem vergonha dessa situação e medo também”, disse.

Após os vários relatos, o prefeito Elinaldo destacou que sabe da realidade do transporte da cidade, da importância dos ligeirinhos principalmente na pandemia, mas que a categoria precisa entender que acima do executivo municipal aestá a lei, e que ela precisa ser respeitada. “Estou vendo aqui munição apontada para a STT, sendo que ela tem feito o máximo possível para ter o mínimo de desgaste com vocês, seguindo minha orientação. Não adianta ficar aqui enquadrando vereador, enquadrando prefeito, enquadrando o superintendente, sendo que tem uma lei acima da gente. Quero que vocês formem uma comissão para conversar com os órgãos que nos apertam, para que a gente tome medidas”.

Segundo o gestor, existe uma disputa interna entre as cooperativas de ligeirinhos, onde uns denunciam aos outros no Ministério Público, pontuando ainda que o órgão de trânsito precisa cumprir sua função de ordenar o trânsito e o transporte existente na cidade. “Existem casos e casos. Muitos de vocês afrontam a STT nas batidas, e não sabem que ali ao redor tem representantes do MP. O que quero passar para vocês é que tem gente aqui com carros com condições, em dia, que dirigem bem, mas tem gente desorganizada, e que o próprio morador da cidade ver também. E nós não temos poder sobre vocês, porque vocês não têm a nossa concessão, e não posso cobrar que rodem em tal linha, que vocês cobrem tal valor, e isso o Ministério Público não vai aceitar, a lei não aceita essas coisas”, ressaltou.

O chefe do executivo finalizou a pauta acordando com os manifestantes que o debate será ampliado para que uma alternativa, que atenda também a outras categorias, seja encontrada, mencionando ainda que no primeiro semestre deste ano, o Termo de Referência (TR) da licitação do transporte público de Camaçari.

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