Nesta segunda-feira (27/12), o Ministério da Saúde informou que a vacinação contra Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos tem previsão de iniciar em janeiro. Segundo nota, a decisão será formalizada em 5 de janeiro, a favor da inclusão desta faixa etária no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação (PNO) contra a doença.
O presidente Jair Bolsonaro tem se colocado contra a vacinação de crianças, afirmando ainda que sua filha Laura não será vacinada. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante a semana passada disse que o tema era sensível e que não demandava urgência.
A secretária de enfrentamento à Covid, Rosana Leite Melo, enviou uma nota técnica ao Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 19 de dezembro, afirmando que a vacina é segura para essa faixa etária. "A recomendação do Ministério da Saúde é pela inclusão das crianças de 5 a 11 anos na Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), conforme posicionamento oficial da pasta declarado em consulta pública no dia 23 de dezembro e reforçado pelo ministro da Saúde em manifestações públicas", diz a nota da pasta.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já aprovou a vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos, mesmo assim, o ministro Queiroga decidiu submeter o tema à consulta pública. O procedimento de consulta foi aberto no dia 22 e ficará disponível para contribuições da sociedade até o dia 2 de janeiro.
Para se chegar a essa pauta sobre a importância da vacinação, foi feito um levantamento que mostrou que a doença já matou uma criança a cada dois dias no país. Até a semana passada foram notificados 301 óbitos dentro dessa faixa etária desde o início da pandemia.
Para reforçar a decisão por vacinar essa faixa etária, a Associação Médica Brasileira (AMB) divulgou uma nota nesta segunda (27) defendendo a vacinação de crianças contra Covid-19, com o argumento que a necessidade de vacinação de um público não se dá somente pelo número de óbitos provocado pela doença. "Por exemplo, gripe, diarreia por rotavírus, varicela, hepatite A, entre outras doenças, faziam menos vítimas do que a Covid-19 em pediatria. E não hesitamos em recomendar a imunização contra todas elas. Vacina-se para prevenir hospitalizações, sequelas, uso de antibióticos, visitas aos serviços de saúde, ocupação de leitos em UTI, entre outros", diz o comunicado.
Fonte: Globo Saúde





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