Nos assuntos gerais da 4º sessão extraordinária, realizada na Câmara Municipal de Camaçari nesta quinta-feira (11/11), a vereador Professora Angélica (PP) apresentou o resultado de um exame que comprovou que a parlamentar foi agredida durante uma visita, que aconteceu no dia 04 de agosto desse ano. Na oportunidade ela vistoriava a Escola Municipal Edvaldo Machado Boa Aventura, quando um servidor público teria impedido a sua entrada na unidade escolar, puxando de forma agressiva seu braço.
Durante a sua fala na tribuna, com o resultado do laudo técnico de exame de lesões corporais, emitido pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Camaçari, a vereadora aproveitou para mandar um recado para um colega de parlamento, que teria na sua opinião, desconfiado da veracidade da agressão. “Na época que fui agredida, um dos nossos pares citou aqui que eu nem tinha feito o exame. Naquele momento me senti desrespeitada nesta Casa e não era a primeira vez que aquilo acontecia. Graças a Deus o laudo saiu, está aqui comprovando que fui agredida e essa Casa precisa mudar a sua postura”, exaltou.
Ainda em seu discurso, a parlamentar que adotou tranças em seu cabelo, em homenagem ao Novembro Negro, dedicado a campanhas de conscientização e combate ao racismo, Professora Angélica relatou que ao chegar na Unidade Básica de Saúde (UBS) de Pé de Areias, na costa, sofreu preconceito racial. “Mesmo uma pessoa anunciando que eu era a vereadora, uma servidora quando me viu me olhou com uma cara estranha, e eu sei porque, porque sou mulher e negra com muito orgulho. E em outras vidas se eu tiver a oportunidade de escolher, que Deus me mande negra da mesma forma, por que sou feliz assim”, ressaltou a edis.





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