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Prêmio Nobel da Paz vai para jornalistas que defendem a liberdade de expressão nas Filipinas e na Rússia

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 Reprodução

Dois jornalistas ganharam o prêmio Nobel da Paz de 2021, por suas lutas em defesa da liberdade de expressão nas Filipinas e na Rússia. Os vencedores anunciados no Instituto Nobel norueguês, em Oslo, foram contemplados com 10 milhões de coroas suecas (mais de R$ 6 milhões), por serem “representantes de todos os jornalistas que defendem este ideal".

Escolhidos entre 329 candidatos, a jornalista filipina Maria Ressa, responsável por comondar um site de jornalismo investigativo, junto com Dmitry Muratov, um russo editor-chefe de um jornal de oposição, expuseram em seus trabalhos a falta de libertade de expressão, o valor da democracia e a violência enfrentada em especial pelas mulheres jornalistas. Mais de 100 jornalistas já foram assassinados em 30 anos.

Maria Ressa, é co-fundadora do site de notícias Rappler. Em suas matérias a jornalista usa a liberdade de expressão para "expor o abuso de poder, o uso da violência e o crescente autoritarismo em seu país natal, as Filipinas", disse em entrevista ao Fantástico, na Rede Globo.

Por conta do enfrentamento ao governo das Filipinas, Maria Ressa corre o risco de ser presa. “Sim, é verdade. E eu não tenho sido autorizada a viajar para o exterior. Se o prêmio vai me ajudar? Espero que sim. Sabe? Ser uma jornalista por tanto tempo e, em menos de dois anos, ser golpeada com dez ordens de prisão, é ridículo. Então parece que o governo quer nos transformar num exemplo, me usar como exemplo. E acho que não tem jeito: jornalistas têm de apontar a luz, iluminar a escuridão, e foi isso que o comitê do prêmio Nobel fez”, disso ao Fantástico.

Já Dmitry Muratov, que é co-fundador do jornal independente Novaja Gazeta e foi seu editor-chefe por 24 anos, defendeu por décadas a liberdade de expressão na Rússia em condições cada vez mais desafiadoras e inseguras.

O prêmio vem incentivar e dar mais força aos profissionais de comunição que defendem em suas matérias a verdade e a imparcialidade, independente da posição de governos, governantes e do dinheiro. Os dois jornalistas são exemplos, especialmente por colocarem a vida em risco para apresentarem o fato sem manobras ou sobras. 

 

 

 

 

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