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Camaçari

Camaçari se prepara para 9º Conferência de Saúde, após debater propostas em dois encontros

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Está agendada para os dias 06 e 07 de outubro, a 9º Conferência Municipal de Saúde de Camaçari, mas antes, dois encontros foram realizados para debater propostas, ouvir sugestões e avaliar o serviço ofertado pela pasta. Na última terça-feira (21/09), profissionais da saúde e a sociedade civil se reuniram no distrito de Monte Gordo, e hoje (23) os debates aconteceram no Teatro Alberto Martins.

Segundo o subsecretário de Saúde, Luiz Duplat, a Conferência é o momento onde a gestão conversa com a população. “Onde os cidadãos idealizam propostas e nos ajudam a elaborar o Plano Municipal de Saúde para os anos de 2022 até 2026. Nós temos três cidades dentro de Camaçari, só para se ter uma ideia, a população da sede é superior ao município de Simões Filho, a de Vila de Abrantes é superior a de Dias d’Ávila, e Monte Gordo e região superior a de Mata de São João, cada uma com suas particularidades e especificidades”, pontuou o gestor.

Dentre os problemas apesentados durante o encontro desta quinta-feira estão as dificuldades de marcação através da regulação e a quantidade de exames solicitados pelos médicos. Estudos apresentados na oportunidade, mostraram que 60% das pessoas que realizam exames não vão buscar o resultado, ou seja, eles não são considerados importantes para elas ou não representam a real necessidade do paciente.

De acordo com o presidente do Conselho de Saúde, Paulo Costa, além da “quantidade exacerbada de exames” solicitados sem necessidade, um outro problema enfrentado pela saúde de Camaçari é a falta de orçamento, por conta dos investimentos aplicados na pandemia. “Ninguém se planejou para passar por esse momento nem antes, nem durante e nem o pós. A Prefeitura gastou no início para fazer os exames, os testes, gastou durante com as medicações, internamento e está gastando agora os problemas de saúde causados em decorrência da Covid”, explicou.

O presidente do Conselho ainda chamou a atenção para a interferência política. “Infelizmente temos atores políticos que se metem na saúde, sem o real conhecimento, e ao invés de ajudar, acabam atrapalhando. Temos que promover a saúde através da atenção básica. Fazer saúde não é tratar doença, é investir na prevenção com cuidados com alimentação, prática de esporte e outros”, exaltou.

Mãe de uma criança altista, dona Francisca Santiago, participou do encontro e defendeu propostas que atendam não apenas o seu filho, mas o coletivo. “É importante que a gestão saiba quais são as necessidades dos bairros, qual a situação real, porque nos que convivemos no bairro, nós que sabemos quais são as demandas, nós que usamos as unidades de saúde e sabemos quais as dificuldades”, externou.

Mesma linha de raciocínio de seu João Américo, presidente da Associação de Moradores do Parque Verde II, que também levou propostas da sua localidade. “Estou aqui para assistir as palestras e dar sugestões, como a capacitação dos agentes de saúde para que eles façam alguns atendimentos já na visita, para que o usuário não precise se deslocar para uma unidade de saúde e também a construção de um posto fixo em nosso bairro”, disse.

Devido a todo processo de pandemia, a 9º Conferência terá uma roupagem diferente este ano, pensada para um público de 100 pessoas. Já nos encontros foram apresentadas propostas relacionadas a promoção da a saúde, equipamentos para incentivar a prática de atividade física e elaboração de programas para a prevenção de doenças como hipertensão e diabetes.

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