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Camaçari

Promotor e advogada que atuam em Camaçari são acusados de extorsão

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Foram acusados de extorsão por uma empresária do ramo imobiliário, o promotor de Justiça Everardo Yunes e sua esposa, advogada Fernanda Yunes, que atuam em Camaçari. O Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio da Procuradoria-Geral de Justiça e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), deflagrou na manhã desta terça-feira (14/09), a “Operação Kauterion”.

O promotor de Justiça Yunes ficará afastado do cargo pelo período de um ano e assim como sua a esposa, a advogada Fernanda Marques, não poderá acessar as dependências do MP-BA e nem entrar em contato com funcionários. Ambos estão proibidos também de ter acesso aos serviços do órgão, por estarem sendo acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e extorsão da empresária Adriana Almeida da Anunciação da Cunha.

Com o objetivo de coletar documentos que indiquem a prática dos crimes e ocultação de bens, bem como mídias de armazenamento e aparelhos celulares, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência e local de trabalho da advogada e do promotor de Justiça. Com base em provas apresentadas pela empresária Adriana Almeida, a Seção Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia, tomou a decisão.

De acordo com a denúncia, em 2015 ao acompanhar de perto a administração da imobiliária que mantinha com o então marido, a empresária desconfiou de alguns procedimentos junto ao Ministério Público de Camaçari e Justiça. Adriana contratou então a advogada Fernanda Manhente Marques, que durante uma reunião informou ser esposa do promotor Yunes e que teria plenas condições de arquivar todos os procedimentos, cobrando um valor de R$ 50.000,00, que depois se tornou R$ 80.000,00.

Em 13 de junho de 2015, a empresária pagou R$ 30.000,00 em cheque e foi solicitado mais R$ 10.000,00 em espécie. Adriana parou então de pagar os valores e teria sido ameassada, foi então que solicitou a investigação na justiça, pedindo ajuda inclusive ao Presidente do Conselho Nacional do Ministério Público, Augusto Aras, que é presidente da Procuradoria Geral da União.

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