O vereador Gilvan Souza (PSDM) não gostou nada da fala do Ministro de Estado da Educação, Milton Ribeiro, em relação aos estudantes com deficiência, que segundo ele “atrapalham” o aprendizado de outros alunos. Em nota, o parlamentar que tem um filho de 18 anos com síndrome de down e é um defensor da inclusão e garantia dos direitos dessas pessoas, falou de “educação inclusiva, sem retroceder”.
Confira na integra a fala do vereador. “Eu, Gilvan Souza, vereador pelo município de Camaçari, conselheiro e entusiasta de associações e movimentos de promoção dos direitos das pessoas com deficiência, pai de um jovem com Síndrome de Down e Autismo, repudio a fala equivocada do Ministro de Estado da Educação, o senhor Milton Ribeiro, afirmando de forma discriminatória que
estudantes com deficiência “atrapalham” o aprendizado de outros alunos.
Nossos filhos não vão ser escondidos, vetados do conhecimento e nem do convívio social. Crianças e jovens com deficiência não constituem atraso para Educação! O retrocesso, a visão discriminatória e o preconceito atrapalham a evolução da educação no Brasil e constituem um crime, negando os direitos garantidos na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (nº 13.146/2015) e na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (nº 9.394/1996).
As diretrizes do processo de inclusão na educação são frutos de uma árdua jornada, constituída de muita dor, luta e lágrimas de pais e educadores que precisaram provar que as pessoas com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades com as demais pessoas, sem sofrer nenhuma espécie de discriminação, conforme estabelece o Estatuto da Pessoa com Deficiência.
O Capítulo IV, Art. 27, define que “a educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem.
Não vamos retroceder e não admitiremos a negativa de direitos constituídos.”





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