Na sessão da última terça-feira (10/08), foi votada na 3º sessão ordinária do segundo período legislativo de 2021, uma indicação de autoria do vereador Herbinho (PSL), solicitando ao executivo municipal que colocasse em prática no município o sistema de estacionamento, denominado de “zona azul”. Os vereadores de oposição votaram contra a matéria e passaram a investigar o assunto após parlamentares da bancada governista usarem as redes sociais para esclarecer que não se tratava de cobrança de tarifa e sim ordenamento.
Durante a defesa da indicação nº720/2021 na sessão, para que a Prefeitura de Camaçari, através da Superintendência de Trânsito e Transporte (STT), cumprisse a Lei 305/2010, que institui o sistema de estacionamento de alta rotatividade, denominado de “zona azul”, para ser implantado em bens públicos do município, o autor da matéria não falou em taxa e nem a justificativa foi lida na oportunidade. “Eu já tive reuniões com alguns comerciantes, onde eles relatam que têm uma pesquisa que diz que o comércio do município a cada dia que passa vai diminuindo as vendas por falta de estacionamentos no centro da cidade. Tenho relatos também de munícipes que realmente deixam de ir no comércio do centro por não ter vagas para estacionar. Então acho que nós vereadores temos que abraçar essa luta”, explicou Herbinho.
Nas redes sociais, tanto o vereador Herbinho, quanto o líder do governo na Câmara, Flavio Matos (DEM), reafirmaram que não se tratava de cobrança, apenas de um sistema que vai organizar o trânsito, dar rotatividade aos estacionamentos, e com isso movimentar o comércio local e a economia. Os vereadores de oposição do PT, Dentinho do Sindicato e Tagner, decidiram ir a fundo e estudar a matéria, buscando informações no setor responsável na Câmara.
Segundo eles, a indicação foi dada entrada na Casa em 04 de agosto, e alterada em 11 do mesmo mês, um dia após votação em plenário, o que não é permitido. Os vereadores de oposição passaram então a acusar os parlamentares da situação em um vídeo, sem citar nomes, de fraudarem o documento entrando no sistema legislativo da Câmara, que agora é online e cada gabinete tem uma senha, alterando a justificativa da matéria já apreciada em plenário. Os edis cobram que a presidência da Casa apure o ocorrido, por se tratar de “um crime contra o sistema e o processo legislativo”, exaltou Tagner.
Na quinta-feira (12), a sessão ordinária foi cancelada e rumores nos corredores da Câmara dão conta que o motivo teria sido o desgaste com essa suposta alteração no texto já apreciado. A matéria tem ganhado grande repercussão na cidade, com opiniões a favor e contrária a cobrança do estacionamento rotativo.
A presidência da Câmara Municipal ainda não se posicionou sobre o assunto.





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