Foi chamada de “superpedido”, mais uma solicitação de impeachment do presidente Jair Bolsonaro, protocolada na Câmara dos Deputados, em Brasília, na tarde desta quarta-feira (30/06). O documento foi assinado por partidos políticos, parlamentares, movimentos sociais e entidades da sociedade civil.
A peça com 271 páginas e 46 signatários, representa os outros 123 pedidos de impeachment já apresentados à Casa, onde inclusive está o mais recente, que aponta a acusação de prevaricação do presidente no caso da suspeita de corrupção no contrato de compra da vacina indiana Covaxin. O texto foi elaborado por um grupo de juristas.
No documento, Jair Bolsonaro teria cometido 23 crimes de responsabilidade, que foram divididos em sete categorias. Dentre eles contra a existência da União; do livre exercício dos poderes legislativo, judiciário e dos poderes constitucionais dos Estados, além do não cumprimento de decisões judiciárias.
Entre as assinaturas do pedido estão ex-aliados do presidente, como os deputados Alexandre Frota (PSDB-SP) e Joyce Hasselman (PSL-SP). Para que um processo de impeachment seja aberto e passe a tramitar na Câmara, é preciso que o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), aliado do governo, o aceite.




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