A Fragata Independência, que integrou a Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM-Unifil), chegou ontem (26) à Base Naval do Rio de Janeiro. A bordo estavam cerca de 200 militares, que iniciaram a volta ao Brasil no dia 2 de dezembro, depois de permanecerem por 9 meses no Líbano. Segundo a Marinha, nesse período os militares realizaram fiscalizações e inspeções e, principalmente, participaram das ações para reduzir os efeitos da destruição causada pelas explosões que aconteceram no início de agosto, em Beirute. Os integrantes da missão participaram também de patrulhamento nas proximidades do porto em apoio ao governo libanês.

Ao desembarcar, o comandante da Independência, capitão de fragata André Carvalho, foi recebido pelo Comandante de Operações Navais da Marinha, almirante Alípio Jorge.
O militar assumiu o comando da fragata no dia 21 de janeiro do ano passado e no dia 8 de março partiu da Base Naval do Rio de Janeiro em direção ao Líbano. “Desde esse momento, eu sabia da responsabilidade que eu tinha como comandante do navio e como responsável de levar os 200 militares para o Líbano, cumprir a missão da Unifil e retornar, como retornamos hoje. É uma satisfação muito grande, um sentimento de dever cumprido em ter conseguido retornar depois de 293 dias em operação. Foram nove meses, no total de 160 dias de mar e 33 mil milhas navegáveis. Dentro das 23 patrulhas que fizemos foram 110 dias no mar, sendo quatro delas em águas libanesas. O sentimento que tenho é de orgulho, de satisfação e de dever cumprido por parte da tripulação da fragata independência”, disse ao desembarcar.
O comandante da fragata disse que o maior desafio que enfrentou na missão foi conduzir o navio em meio a uma conjuntura mundial totalmente diferente por causa da pandemia da covid-19. “Quando saímos do Brasil, tínhamos um caso no Brasil e alguns na Europa. Quando deixamos o Porto de Natal em direção a Beirute, a Europa começava a fechar para proteção dos cidadãos da contaminação da covid, então, nesse momento, vimos que era uma conjuntura nunca vista antes”.
Segundo André Carvalho, ao chegar em Beirute, no Líbano, a cidade já estava fechada com medidas de isolamento. “Tivemos que conduzir toda a operação ao longo de seis meses cumprindo todos os protocolos da Organização Mundial da Saúde para manter a segurança e a saúde dos tripulantes. Acredito que esse tenha sido o maior desafio e a tripulação da Fragata Independência venceu”, disse.
Para manter os protocolos de segurança, o encontro da tripulação com suas famílias ocorreu dentro dos seus carros no estacionamento da Base Naval.
Fonte: Agência Brasil




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