Apontado por ocupar “papel central na garantia da impunidade" dos investigados da Operação Faroeste, que apura um esquema de corrupção no Judiciário baiano, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a prisão temporária do secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Teles Barbosa. O ministro Fernandes, relator do caso no STJ, determinou o afastamento de Maurício Barbosa por 180 dias.
Nesta segunda-feira (14/12) a operação foi deflagrada pela Polícia Federal e pela PGR. Duas desembargadoras do Tribunal de Justiça da Bahia, Lígia Maria Ramos Cunha Lima e Ilona Marcia Reis, acusadas da venda de decisões judiciais e corrupção, tiveram a prisão temporária autorizada pelo STJ e o desembargador Ivanilton Santos da Silva foi afastado.
De acordo com PGR, Maurício Barbosa exerceu influência em uma operação policial que atacou adversários de Adailton Maturino dos Santos, um dos líderes do esquema de corrupção no Judiciário baiano. A sua chefe de gabinete, Gabriela Caldas Rosa de Macedo, teria vazado informações sigilosas de investigações que atacavam integrantes do Judiciário baiano.
Og Fernandes apontou em sua decisão, que a atuação de Maurício Barbosa e dos demais "trazem efeito deletério à reputação, à imagem e à credibilidade do Poder Judiciário, Ministério Público e Secretaria de Segurança Pública e Polícia Civil baianos".





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