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A Justiça Eleitoral dispensou a biometria e justifica que vai diminuir o tempo de votação e contato com superfícies

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A pandemia da Covid-19 tem mudado a rotina da população e vai mudar também a forma de votar, nas eleições municipais do pleito do dia 15 de novembro. O mecanismo de verificação de identidade, a biometria, foi retirada, já que iria gerar mais filas de eleitores, sendo também mais um ponto de contato com objetos e superfícies.

Foi feito, segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Roberto Barroso, consultoria cientifica, médica e estatística para tomar a decisão. “De modo que as providências para minimizar as filas foi suprimir a biometria que aumentava em 70% o tempo de votação, aumentar em uma hora a jornada eleitoral e reservar as três primeiras horas para as pessoas que estão em grupo de risco”, disse.

Foram consultados através de sucessivas reuniões, de acordo com Barroso, o Instituto de Matemática Pura e Aplicada, o Insper, a USP e a Fiocruz. “Portanto reservamos o primeiro horário da manhã, entre às 7h e às 10h, para as pessoas maiores de 60 anos e que por tanto estariam em grupo de risco, no entanto é preferencial, não vamos proibir quem não faz parte desse grupo de comparecer esse horário, pois idosos comparecem com filhos e netos, mas haverá uma fila preferencial para essas pessoas, o que aumenta a segurança”, explicou.

Ainda segundo o levantamento estatístico feito pelo TSE, nesse pleito a checagem biométrica gastaria mais da metade do tempo do eleitor para votar, especialmente porque serão feitas apenas duas escolhas, para prefeito e para vereador.

 

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