O ministro da educação Abraham Weintraub editou portaria do MEC no dia 18 de junho, revogando a portaria 13 do MEC de 2016. A referida portaria institui já no fim do governo Dilma Roussef, a política de cotas para negros, indígenas e pessoas com deficiência nos programas de Mestrado e Doutorado, sob coordenação da CAPES.
As cotas para graduação não foram revogadas pela medida. Elas foram responsáveis por quadruplicar o acesso de negros às universidades em 17 anos, apesar do número de negros nas universidades ainda ser baixo (apenas 18% dos jovens negros acessaram o Ensino Superior, contra 34% dos brancos).
Analistas políticos já dão como certa a saída de Abraham Weintraub do governo Bolsonaro. Indicado por Olavo de Carvalho, astrólogo, a quem chama de mestre, o ministro se envolveu com polêmicas que envolviam cortes nos orçamentos da pesquisa, e de instituições de Ensino Superior, ameaçando o funcionamento de instituições como UFBA e IFBA, citações nazistas em reuniões e pronunciamentos públicos, além de ter xingado e ameaçado aos ministros do STF na reunião ministerial de 22 de abril de 2020.
Abraham Weintraub substituiu outro discípulo de Olavo de Carvalho, Ricardo Vélez, que, ao entrar, demitiu dezenas de pessoas no MEC e fez travar quase todos os processos administrativos de uma das pastas mais importantes do país.





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