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"Traficante de luxo" tem passado de viagens, festas e escolas de elite

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 Foto: Reprodução

Três semanas antes de ser preso em casa, Patrick Rubio Calmon de Aguiar, 27, havia acabado de ser absolvido em processo por consumo e cultivo de drogas no 4º Jecrim (Juizado Especial Criminal), do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Mas a sensação de liberdade durou pouco. Paralelamente, a Polícia Civil concluía investigação que identificou Patrick como traficante de luxo da zona sul carioca, área nobre da cidade. 

 

Ainda de acordo com o inquérito, ele negociava para fornecer drogas sofisticadas para uma quadrilha do Complexo do Alemão, conjunto de favelas da zona norte da cidade.

 

Na última quinta-feira (8), o suspeito foi localizado e detido em casa, em Ipanema, na zona sul. No local, foram encontrados tóxicos como wax e water hash (haxixe extraído a partir de um processo que usa gás carbônico). O material era vendido para pessoas de classe média alta, a preços bem elevados --o valor da grama de haxixe marroquino, por exemplo, estava avaliada em R$ 200. Para a polícia, o jovem faz parte de uma quadrilha de tráfico internacional de entorpecentes.

 

Antes de se envolver com o crime, Patrick teve acesso a algumas das melhores escolas particulares do Rio. Estudou em uma instituição católica, o Santo Inácio, que teve a sétima melhor avaliação no Estado, no ano passado. Passou ainda por colégios como Paula Barros e CEL (Centro Educacional da Lagoa) até concluir o ensino médio, por meio de supletivo, no Pinheiro Guimarães, em 2008, já com 20 anos de idade. Segundo o diretor da instituição, o histórico dele não possui "nenhuma anotação que desabone o ex-aluno".

 

De acordo com relatos de pessoas próximas, o desejo da família era que Patrick desse continuidade a uma tradição familiar de formação em Direito. O pai dele, Luiz Henrique Calmon de Aguiar, é sócio da Stüssi-Neves Advogados e teve grande destaque no exercício da função até sofrer as consequências de uma esclerose múltipla, há cerca de dez anos.

 

Guilherme Stüssi, também sócio do escritório, afirmou que Patrick tinha uma "vida muito independente da família" e que "não via o pai há muito tempo". Ele descreveu o rapaz como "tranquilo". "Não era um do menino do tipo que anda armado pela rua. Ele tinha uma relação distante com o pai e por isso não o vi muitas vezes. Mas, até onde eu sei, era um menino tranquilo."

 

Patrick não fez faculdade e morava com a mãe e o padrasto em um apartamento da família, na valorizada rua Barão da Torre. No edifício 168F, o último apartamento disponível para locação estava com aluguel fixado em R$ 3.000 mensais. A síndica do condomínio, a guia de turismo Regina Oliveira, afirmou que nunca havia desconfiado de qualquer atividade ilícita no local. "Era um garoto lindo. Sempre foi super educado, sempre tratou os vizinhos muito bem. Jamais desconfiei que ele tivesse toda essa droga em casa. Até chorei quando eu soube."

 

UOL

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