Já foi protocolado no Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido de afastamento do presidente Jair Bolsonaro. O documento é resultado de articulações da oposição, que vê na atitude do líder da nação frente à crise instalada pelo coronavírus no mundo uma postura “irresponsável”.
Tal postura, a qual o pedido de afastamento se refere, tem a ver com as declarações consideradas polêmicas proferidas por Bolsonaro em seus pronunciamentos à imprensa recentemente, como quando tentou justificar que a situação no Brasil não se agravaria a ponto de se aproximar do quadro dos EUA afirmando que brasileiro mergulha no esgoto e nada acontece.
Em suma, o documento argumenta que o afastamento do presidente é necessário por representar um risco ao país, já que Bolsonaro teria optado por "incentivar o caos" ao estimular o descumprimento das orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e querer o fim do distanciamento social “pelo bem da economia”.
O pedido de afastamento foi protocolado pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG). O relator do caso na Corte, ministro Marco Aurélio Mello, determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) analise a proposta. Caso o procurador-geral Augusto Aras entenda que a denúncia deve ser apresentada no STF, os ministros vão decidir se aceitam ou não a petição. Se a denúncia for recebida, o chefe do Executivo pode se tornar alvo de impeachment no Congresso Nacional com consequente afastamento.





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