A juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal em Curitiba autorizou a transferência do ex-presidente Lula para a penitenciária de Tremembé no interior de São Paulo. Foi noticiado que a transferência atenderia a um pedido da defesa, porém, em nota, o Instituto Lula reage dizendo que não solicitou nenhuma transferência.
Na verdade o pedido partiu da própria Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, devido a presença de grupos em apoio ao ex-presidente Lula no entorno do prédio, acampados no local há mais de um ano.
"A decisão de transferir o presidente Lula de Curitiba para São Paulo não atende a nenhum pedido da defesa. Pelo contrário, desconsidera todos os argumentos dos advogados.
Lula é inocente e já cumpre uma pena injusta. Não aceitamos que ele seja tratado como um preso comum. Queremos que ele mantenha todos os direitos que tem e que merece como ex-presidente." diz a nota do Instituto Lula.
O documento ainda faz menção aos vazamentos das mensagens dos procuradores da Lava Jato, flagrados cometendo diversas irregularidades no processo e levanta a suspeita de que a transferência de Lula seja um ato em retaliação aos vazamentos.
O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, entrou com pedido de suspensão da transferência de Lula para uma cela comum em Tremembé, comparando ao caso de outro ex-presidente preso, Michel Temer, que está em uma sala no Batalhão de Choque da PM em São Paulo. No documento, o advogado pede que a transferência seja suspensa até que o STF julgue o pedido de suspeição de Sérgio Moro, juiz da Lava Jato e atual ministro de Bolsonaro.
Moro foi flagrado em vazamentos de mensagens dando orientação aos acusadores do Ministério Público Federal na Operação Lava Jato, em descumprimento ao Código de Ética da Magistratura e ao Código de Processo Penal. Após a condenação de Lula, Moro aceitou convite para integrar o governo Jair Bolsonaro e é postulante a uma vaga no Supremo Tribunal Federal.
Por Alan Dourado




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