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Chega ao fim a 11º edição do Open de Capoeira Engenho em Camaçari

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 Foto: Portal Abrantes

Após quatro dias de atividades, celebrações e palestras, terminou neste domingo (04) o 11º Open de Capoeira Engenho de Camaçari. O evento contou com a presença de diversas autoridades, além de mestres de capoeira do Brasil e do mundo.

Presente na encerramento, o secretário de Esporte Sessé Abreu, falou sobre evento. “O Open é impressionante, ele vem com a cara de esporte e consegue se misturar com a cultura em um nível altíssimo. Estou muito feliz, o grupo Engenho está de parabéns, Camaçari ganhou com isso, tivemos a oportunidade de receber mestres de vários lugares do país e do mundo”, ressaltou Sessé.

Ele ainda destacou o uso da capoeira como uma ferramenta para regatar jovens do mundo das drogas. “A capoeira pode ser um viés para que, junto com as outras modalidades esportivas, possa tirar nossa juventude do mundo das drogas e trazer para a arte. É preciso que as politicas públicas e as entidades se documentem para facilitar o apoio por parte do poder público”, concluiu.

Quem também marcou presença, e conversou com a nossa equipe, foi o mestre Odilon Goés, que ressaltou a importância da capoeira. “Acredito que esse seja um dos eventos de relevância de cunho sócio cultural. A capoeira é um bem do Brasil, percebemos que há uma riqueza em termos culturais muito forte que divulgam nosso país, a capoeira divulga nosso idioma no mundo, ela está em cinco continentes, ou seja, em todo o universo”

“Ela não só ressocializa, ela reintegra, ela confraterniza. Todos os mestres que possuem trabalho de relevância no mundo estão aqui presente nesse evento. A capoeira nunca cresceu tanto nesses últimos 30 anos, só eu tenho 50 anos de prática, dediquei minha vida ao estudo da capoeira”, disse ele.

Odilon ainda defendeu a profissionalização da capoeira. “Uma vez eu disse para o presidente Lula que bastava simplesmente uma assinatura dele para criar um decreto visando a profissionalização da arte da capoeira no Brasil, só dependeria dele”

“A ideia é que esses profissionais estivessem alocados nas escolas, pois lá é local de formação. Um decreto daria respaldo para esses mestres saírem da informalidade e tiraria a capoeira da mão do profissional de educação física”, ressaltou.

O mestre também falou sobre a falta de coletividade. “Tá faltando um pouco mais de humildade de alguns guardiões da capoeira, só pensam e falam muito no eu, mas é preciso desenvolver esse coletivo, os caras quando chegam lá em cima se escondem, esquecem das suas origens culturais”, alfinetou.

“O estado democrático de direito precisa ter o compromisso com a identidade cultural do seu povo e a capoeira também é essa identidade cultural. Precisamos reunir os mestres de capoeira de todos os cantos para falar sobre o futuro da capoeira”, concluiu Odilon.   

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