Presente na abertura do 11º Open de Capoeira Engenho, em Camaçari, o mestre Tonho Matéria, um dos símbolos da capoeira na Bahia, bateu um papo com a nossa equipe e falou sobre o simbolismo da cultura da capoeira.
“A ideia é que a gente tenha a capoeira como instrumento de sociabilidade e também um instrumento de empreendedorismo, por isso vim aqui dialogar e falar sobre esse projeto “capoeira símbolo de resistência” para que os jovens possam encontrar seus caminhos e entender onde podem estar daqui a 10 anos ou menos”, ressaltou Tonho.
Durante a conversa ela falou um pouco sobre sua história e o sue trabalho. “Eu estudei muito, minha vida foi sempre estudando, fazendo as minhas graduações, fui fazer faculdade de publicidade, é um caminho que gosto de trabalhar, principalmente o marketing cultural para dizer a nossos jovens que através da cultura temos condições de sobreviver. Precisamos fazer com que essa arte se transforme a medida que buscamos o melhor para todos nós”
“Temos que aproveitar esse olhar de empregabilidade e dizer ao jovem que eles são capazes. Acredito que muitas vezes falta vontade de fazer para a cultura por entender que ela é um instrumento transformador. Através dela é possível inclusive desenvolver uma consciência politica nos jovens. A ideia do estado é ignorar e nos tornar cada dia mais ignorantes, porém isso tá mudando, daqui a 10 anos teremos um cenário politico completamente diferente”, ressaltou.
Ele ainda ressaltou a necessidade do investimento do estado na capoeira. “Antigamente a capoeira era o instrumento que você batia na porta das secretarias para buscar apoio, porém precisamos que a capoeira tenha patrocínio, pois através dela a gente se transforma e transforma vidas. O estado precisa dialogar com a capoeira, através dela é possível se tornar um individuo completo e eu me completei através disso, a capoeira me fez tudo que eu sou hoje”
“A nossa missão é ver o capoeirista sendo o empresário, o presidente da república, o advogado o engenheiro, porque a capoeira tem potencial para isso tudo e estamos em processo de formação. Queremos poder, mas não o politico de achar que aquilo é simplesmente porque somos capoeirista, mas sim porque queremos fazer que essa politica seja de participação múltipla”, afirmou Matéria.
Ele ainda concluiu falando sobre a inserção de jovens no mercado de trabalho. “Penso que podemos trabalhar a empregabilidade dentro das comunidades, com objetivo de diminuir o tráfico, a desigualdade social, isso tudo através do uso da capoeira para que possamos trazer o conceito de paz que é a capoeira”.





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