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Camaçari política

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A população de Camaçari, desde o inicio de 2014, tem apreciado a manifestação de grupos e agentes políticos visando o pleito de 2016. Essa antecipação trouxe na disputa pelo poder distorções que prejudicaram sensivelmente o desenvolvimento socioeconômico do município com maior incidência nas camadas mais necessitadas de políticas públicas básicas, educação, saúde e promoção social.


Foi notória a contribuição do deputado Luiz Caetano para eleger seu sucessor o atual prefeito Ademar Delgado. Caetano interviu diretamente junto ao quadro político partidário aliado, no Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores ao impedir a disputa ensaiada pelo deputado Bira Coroa que se disponibilizou para disputar a indicação prévia partidária o que poderia dividir dirigentes e a militância, coordenou pessoalmente as negociações, praticamente por imposição conduziu a sucessão. Caetano participou da montagem o governo de Ademar Delgado e assim garantir que a maioria dos auxiliares diretos (secretários, assessores e coordenadores) fosse mantidos ou remanejados para cargos semelhantes.


No período eleitoral de 2014 (eleição para presidente, governador, senador e deputados federal e estadual), surgiram os primeiros sinais de desentendimentos indicando discordância com relação à condução das ações políticas entre os aliados. Caetano planejava sua indicação para concorrer ao executivo estadual teve sua intenção preterida e voltou-se para o desejo de dá uma resposta ao Governador Jaques Wagner. Eleito Deputado Federal se declara candidato a prefeito, em sucessão a Ademar Delgado induzindo o alcaide a refletir e debater o assunto com os auxiliares mais próximos que lhe indicaram a necessidade de publicar sua disposição em ser candidato à reeleição. Essa decisão veio a causar inquietação aos executivos municipais, principalmente pela dificuldade em elaborar um cenário de convivência entre a liderança do ex-prefeito e a condução de governo definida por Ademar Delgado. Esperava-se que nesse momento Ademar Delgado promovesse uma reforma administrativa e ajustasse o governo ao seu perfil e propósito uma vez que era nítida a insegurança de seus principais auxiliares à busca de um direcionamento administrativo e político.

 


O cenário político que se apresenta evidencia o vereador Elinaldo potencializado pela votação para vereador (mais de 5 mil votos) e posteriormente mais de 27 mil votos quando atingiu a suplência de deputado estadual. Mauricio Bacelar (deixa de ser Mauricio de Tude) e o PTN deixa a base aliada do Prefeito de Salvador ACM Neto aderindo ao Governador petista Rui Costa. Eudoro Tude migra para o PMDB e declara-se candidato à sucessão de Ademar Delgado. Assim, Camaçari, passa pela hipótese de voltar aos anos 80, ao verificar os nomes (Eudoro Tude, Luiz Caetano, Elinaldo, Helder Almeida, Humberto Elerry e Ademar Delgado) que estão colocados como agentes políticos protagonistas do pleito de 2016 e suas histórias ideológicas. Isso reflete o modelo exercitado pelas lideranças políticas ao personificar a gestão político-administrativa e assim criar obstáculos ao surgimento de novos atores políticos a não ser em posições subalternas e controladas. Os dados coletados em pesquisas indicam um equilíbrio entre as correntes, Os mais experientes apontam que o quadro ficará mais nítido quando da definição se as oposições vão ao pleito com dois candidatos ou se vai haver entendimento para um só pleiteante. O mesmo ocorre com a situação, com o agravante das dificuldades de justificar ao eleitorado as ofensas públicas protagonizadas entre Caetano e Ademar Delgado.

 

Nesse contexto a constituição da Frente de esquerda de Camaçari passa a despontar como uma necessidade de importância especial, em um quadro que congregue partidos de matrizes democráticas e progressistas (Parte do PT, PCdoB, Psol, PSTU, Rede, PSB, PSTU) e vários movimentos de base na sociedade (sindicatos e associações comunitárias), que passam a mover-se em cima de uma agenda programática de mudanças de direcionamentos político-administrativos, visando intervir nas ações de governo. Esta Frente não deve colocar, na sua agenda, a questão eleitoral imediata, ou seja, de caminhar na direção da organização da sociedade local, sem pretensões iniciais de governo, mas acumular forças para incidir, no futuro, na composição e efetivação de programas de governo de maneira orgânica com base popular organizada e  independente podendo assim refletir  no comportamento eleitoral dos partidos políticos.


Adelmo Borges 

Por: Portal Abrantes

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