Um empresário baiano foi preso nesta quarta-feira (5), dentro de um hotel, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. O chefe da Polícia Civil pernambucano aponta, que o empresário já foi alvo, anteriormente, de operação na Bahia em 2013. "Ele foi preso e conseguiu relaxamento de prisão. Lá, a sonegação foi de R$ 300 milhões", diz Amaral, acrescentando que mandado de busca e apreensão foi cumprido também em Salvador.
Outras duas pessoas foram presas durante a operação desencadeada pela Polícia Civil de Pernambuco. As prisões ocorreram após mandados de prisão expedidos pela única Vara da Comarca de Glória do Goitá. Dois empresários de distribuição de combustível e outro de transporte foram presos, segundo o chefe da Polícia Civil, Joselito Amaral. O delegado explica que, ao longo dos quatro meses de investigação, a estimativa de sonegação de impostos chega a R$ 16 milhões.
O grupo atuava desde 2017 e, a partir dos documentos obtidos, os investigadores vão apurar a possibilidade do prejuízo aos cofres públicos ser maior. "Vamos verificar se há envolvimento de mais pessoas nessa associação criminosa. Seriam, possivelmente, pessoas que transitam entre as usinas e postos de combustíveis", adianta.
O empresário baiano foi citado pelo Ministério Público de Pernambuco, em 2016, como sócio de outro homem, preso suspeito de sonegar quase R$ 500 milhões em impostos.
As investigações estão sob o comando da delegada Priscilla Von Sohsten e teve apoio da Delegacias Contra a Ordem Tributária (Deccot) e do recém-criado Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco), vinculados a Diretoria Integrada Especializada (Diresp).
Na execução, trabalharam 40 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães. Segundo a Polícia Civil, esta é a 63ª operação de repressão qualificada de 2018.





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